Depois de realizar um trabalho com os jogadores da seleção brasileira de vôlei masculino, há menos de um mês do início do Mundial na Argentina, o psicólogo paranaense Gilberto Gaertner foi convocado a fazer o acompanhamento dos jogadores na segunda fase do campeonato, que começa hoje. É a primeira vez na história do vôlei brasileiro, que uma seleção terá acompanhamento psicológico durante competições fora do País. Apesar disso, para o técnico Bernardinho, a presença do psicólogo não será novidade. Os dois já trabalharam juntos na seleção brasileira feminina e no time do Rexona.
O trabalho feito antes do mundial foi importante, pois o treino intensivo durante cinco meses desgastou os jogadores, além do fato de terem perdido a Super Liga para Rússia. ''Os esportes profissionais são altamente estressantes, pois exigem muito do atleta. O trabalho psicológico é fundamental para que a pessoa possa estar bem, não só em relação ao seu desempenho na competição, mas em relação a sua própria vida. Devemos ter uma visão humanizada do atleta, ele não é apenas uma máquina de produção de resultados'', explica o psicólogo.
Com o alto nível técnico dos times nos esportes profissionais, segundo ele qualquer diferencial significativo é fundamental. ''Se o time tem melhor controle emocional ele ganha. Você tem que aliar a técnica a um bom controle emocional, principalmente em partidas decisivas'', diz.
Além do trabalho com a seleção masculina de Vôlei, dentro da psicologia esportiva ele também trabalha com o time do Rexona e atletas do tênis e do karatê. Ele é também professor de karatê e yoga, e diretor técnico da Confederação Brasileira de Karatê Tradicional.

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