Paranaense é o vencedor da Maratona de SP
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domingo, 14 de julho de 2002
Agência Folha 
São Paulo - Em uma prova com pouca competitividade internacional, os brasileiros conseguiram ontem as melhores marcas da história da Maratona de São Paulo. O fundista Vanderlei Cordeiro de Lima, 33, que correu sua primeira maratona no Brasil, foi o vencedor da prova masculina, enquanto Maria Zeferina Baldaia, 30, campeã da última edição da corrida de São Silvestre, chegou em primeiro entre as mulheres.
A prova masculina teve pouca mudança de líderes. O marroquino Ghanmouni Rachid, 24, assumiu a ponta logo no começo, imprimindo um ritmo muito forte.
Rachid, um desconhecido, chegou a abrir quase 200 metros de distância do segundo pelotão. Porém, no quilômetro 28, durante o trecho da prova que passa pela USP (Universidade de São Paulo), cedeu a liderança para Lima, que não foi ameaçado por ninguém.
O paranaense conseguiu a marca de 2h11min19s. Se não é um tempo significativo apenas o 58º melhor deste ano , ao menos foi a melhor marca de maratona já obtida em solo brasileiro.
''São Paulo não oferece as melhores condições de clima e de percurso em relação às melhores maratonas do mundo'', atesta Ricardo D'Angelo, técnico de Lima.
''Em comparação com outras provas, que disputo no exterior, é bastante difícil correr aqui'', afirmou Lima.
Em segundo lugar chegou o queniano Elijah Korir, 34, seguido por Diamantino dos Santos, 41.
Vencedora da Maratona de São Paulo, mesmo sentindo uma tendinite na coxa esquerda, a brasileira Maria Zeferina Balldaia disse que se espelhou nas Meninas Superpoderosas para obter o primeiro lugar.
''As Meninas Superpoderosas me inspiraram hoje (ontem) pela coragem e força para superar seus próprios limites. Pensei no exemplo delas e deu certo'', contou Balldaia, que marcou ainda o melhor tempo da história da prova (2h36min07s).
Márcia Narloch, bicampeã em 99 e 2000 e vice em 2001, estava decepcionada. ''Fico triste pelo segundo lugar, mas sempre vence a melhor, e ela teve mais raça e dedicação no final,'' disse, sobre a força da amiga. A chilena Erika de la Fuente foi a terceira.


