Equilíbrio. Esta é a principal característica do atual Campeonato Paranaense. Apesar das rodadas quebradas, sempre com uma equipe folgando, e da polêmica sobre os mandos de jogo na fase final, o que realmente chama a atenção é a proximidade na pontuação entre as equipes. Tanto que, ao contrário do que acontece em quase todos os outros oito estaduais que contam com times da Série A do Brasileirão, a uma rodada do fim da 1ª fase ainda não estão definidos os rebaixados e metade dos classificados para a fase final (que, no caso do Paranaense, será um octogonal).
Líder isolado, com 27 pontos em 13 jogos, o Atlético tem aproveitamento de 69,23%, superior apenas aos 62,75% de Joinville e Avaí, que dividem o 1º lugar geral em Santa Catarina. Aproveitamento de pontos que sobe para 95,83% do Sport, em Pernambuco, o melhor clube dos nove principais regionais do Brasil. À frente do Furacão estão ainda Internacional (88,89% de aproveitamento), Goiás (83,33%), Palmeiras (82,22%), Vitória (79,17%), Atlético Mineiro (76,67%) e Botafogo (75,76%), levando-se em conta apenas os líderes de cada campeonato. Os números do Furacão neste Estadual também são inferiores ao que ele conseguiu na 1ª fase no ano passado, quando se manteve invicto e conquistou 95,56% dos pontos disputados.
No outra ponta da tabela, o lanterna Londrina, que ganhou 33,33% dos pontos disputados, tem aproveitamento melhor que todos os últimos colocados dos outros principais estaduais - e muito acima da Lusa/CAC, que não passou dos 13,33% no Paranaense 2008. Quem mais se aproxima do Tubarão em 2009 é o Mesquita, que conquistou 24,24% dos pontos que disputou no Carioca. O baiano Poções (22,91%), o pernambucano Serrano (20,83%) e o paulista Mogi Mirim (20%) vêm a seguir. Os piores dos principais campeonatos são os já rebaixados Guarani, com 6,67% de aproveitamento em Minas Gerais, e Atlético Tubarão, 9,8% dos pontos disputados em Santa Catarina. O Brasil de Pelotas (11,11%) e o Aparecidense (16,67%) ainda brigam pela sobrevivência no Rio Grande do Sul e em Goiás, respectivamente.
Esta menor diferença entre o aproveitamento do líder e do lanterna em relação aos demais estaduais é a principal explicação para que o Paranaense chegue à última rodada da 1º fase cheio de indefinições. Enquanto o Atlético tem pouco mais que o dobro de pontos do Londrina (27 a 13), o Botafogo, líder do 2º estadual mais equilibrado, tem mais que o triplo de pontos que o Mesquita (25 a 8). A maior diferença está no Gaúcho, onde o Brasil conquistou apenas um oitavo dos pontos do Inter (4 contra 32).
Não é à toa que, no encerramento desta fase inicial, todas as sete partidas tenham alguma importância na definição de classificados e rebaixados. Se Atlético e Coritiba decidem apenas quem será o primeiro colocado (com vantagem clara do Rubro-Negro), seus adversários de amanhã, Engenheiro Beltrão e Londrina, respectivamente, jogam pela permanência na Série Ouro - e a proximidade entre as equipes dá ao time de Beltrão a chance de avançar ao octogonal.
Garantidos na fase final, Nacional e J. Malucelli fazem confronto direto pelo 3º lugar, Iraty e Cianorte se enfrentam por um lugar no G-8, enquanto Toledo e Foz brigam entre si contra o rebaixamento (mas ainda sonhando com a classificação). Situação semelhante à do Cascavel, que recebe o Paranavaí já livre do rebaixamento e de olho na 2ª fase. E, também buscando vaga, o Paraná recebe o vice-lanterna Iguaçu, que precisa vencer para não cair.

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