São Paulo - O Brasil sacramentou a conquista do Grand Prix feminino de vôlei ao derrotar a seleção japonesa por 3 sets a 0, na madrugada de ontem, em Yokohama, no Japão. Mais do que o sétimo título brasileiro na história do torneio, o primeiro lugar teve sabor especial para a paranaense Mari, eleita melhor jogadora da competição.
O troféu de Mari era um símbolo das apostas certas do técnico José Roberto Guimarães. Ela mudou de posição e passou quase um ano longe da seleção, cortada por problemas disciplinares e queda de rendimento. Ganhou nova chance e iniciou o Grand Prix no banco. Quando foi acionada, ganhou a confiança do treinador e manteve a condição de titular na fase decisiva, terminando como a segunda atacante mais eficiente, com 53,39% de aproveitamento.
O bom desempenho no Grand Prix é prova da evolução da paranaense na nova posição. Antes, Mari atuava como oposto, atacante que não tem obrigação de receber o saque. Agora é ponta e tem como atribuição também passar.
Em quadra, a jogadora mostrou mais maturidade. Em 2004, nos Jogos Olímpicos de Atenas, ela foi um dos principais alvos de críticas por causa da derrota brasileira para a Rússia nas semifinais. Depois do Pan-2007, foi cortada. ''Com ela, ganhamos em versatilidade. Mari pode atuar nas duas posições e tem evoluído muito como ponteira. Eu esperava que isso acontecesse. Ela sofreu nesse tempo em que ficou longe da seleção, mas voltou com nova postura e nova vontade'', afirmou Zé Roberto.
Quem também comemorou muito foi a levantadora Fofão, que se despede da seleção após a Olimpíada, com 38 anos. Logo antes da estréia, ela sofreu pancada no joelho e ficou fora dos primeiros jogos. ''Achei que seria mais difícil. Vou guardar cada viagem, cada jogo na memória. O que mais marca é a convivência com o grupo. Foi perfeito'', resumiu a levantadora.

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