Paranaense é destaque contra a Hungria
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segunda-feira, 16 de agosto de 2004
Janaina Tupan Frare<br> Especial para a Folha 
Atenas - Depois da derrota por 14 pontos para a França, campeã mundial, na primeira partida, a seleção brasileira de handebol masculino reagiu e mostrou ontem que pode jogar de igual para igual contra um time da Europa, onde o esporte tem tradição. Em um jogo muito disputado, perdeu por apenas um gol (20 a 19) da Hungria, finalista nas seis edições de Olimpíadas que disputou: Berlim (36), Munique (72), Montreal (76), Moscou (80), Seul (88), Barcelona (92), chegando a disputar a medalha de bronze em três delas.
''A nossa idéia quando a gente veio pra Olimpíada era diminuir a diferença do handebol brasileiro para o handebol europeu. Hoje (ontem) a gente conseguiu isso. Um gol contra a Hungria pra gente é uma vitória'', diz o armador Bruno Souza, eleito terceiro melhor jogador do mundo este ano.
Mesmo com a derrota, a equipe brasileira saiu da quadra sem se abater pelo gol de empate perdido aos 48 segundos do final da partida. ''O resultado foi bom. Acho que muito melhor do que esperávamos. O time da Hungria é forte, rápido e pesado. O nosso é mais leve, mas conseguimos segurar o jogo'', defende o ponta-direira maringaense Renato Tupan Ruy.
O destaque da partida foi o também maringaense Alexandre Vasconcellos, goleiro da seleção brasileira, que defendeu 13 das 33 tentativas húngaras. ''Ele estava em um dia excepcional. Pegou muito bem. Mostrou que realmente é de nível internacional'', elogia Souza.
Vasconcellos, que na primeira partida jogou apenas 17 minutos, ficou satisfeito com o resultado. ''Sempre sonhei estar na seleção brasileira, tive a oportunidade e consegui. Hoje eu estava em um dia muito feliz''.
O próximo adversário do Brasil é a Alemanha, bicampeã olímpica (36 e 80) e atual campeã européia.
''A Alemanha está aqui, como a França, para ser campeã olímpica e com o jogo que mostramos contra a Hungria eles vão querer jogar ainda mais forte contra a gente. Não vamos entrar com medo. Vamos tentar jogar de igual. Jogar bem é o nosso objetivo aqui'', diz Souza, que atua na primeira liga do handebol alemão há cinco anos.
A partida acontece amanhã, às 15h30 (de Brasília), no Complexo Olímpico de Faliro.


