O paranaense Fabiano Vieira é a grande baixa da etapa londrinense do Professional Bull Rider (PBR), que será realizada a partir desta quinta-feira no Parque Ney Braga. Radicado nos Estados Unidos, ele está no México, onde compete por uma etapa já válida para o ranking de 2013 do circuito local.
Natural de Pérola (Noroeste), ele é um dos principais peões brasileiros da atualidade. Aos 29 anos, Vieira acumula grandes conquistas no Brasil e no exterior, como o título em Barretos em 2004 e o primeiro campeonato do PBR realizado no Brasil. Ele também é dono da maior nota (94) já tirada em um evento PBR, montando o touro Cama de Gato. Com o mesmo valor de nota, ele é o recordista nos 58 anos de história da etapa de Barretos.
A temporada 2012, porém, começou ruim para o paranaense. Por causa de um problema com o visto americano, ele perdeu seis etapas no início do ano. "Quando cheguei para competir tinha apenas cinco eventos para somar nota e permanecer no top 40 da PBR. Estes eventos eram de apenas um dia, o que dificultaria ainda mais a minha permanência no top. Tive um bom desempenho, graças a Deus, conquistando um boa qualificação. Este foi o momento que me senti mais feliz, pois mesmo chegando atrasado consegui me manter entre o top 40 PBR", comemorou Vieira, que venceu as etapas de Indianápolis e San Antonio.
Na final mundial, disputada em Las Vegas, ele não conseguiu um bom desempenho, mesmo assim terminou o campeonato na décima colocação. Outro brasileiro, Silvano Alves, alcançou um feito histórico, conquistando o bicampeonato mundial. "Mais uma vez ele mostrou, sendo bicampeão, que é o melhor do mundo. Para nós competidores, é um grande orgulho ter mais uma vez um campeão brasileiro", analisou.
Na final de 2012, o Brasil bateu recordes de participação, com 13 competidores ao todo. "O Brasil vem se destacando cada vez mais. Nós estamos tendo a oportunidade de mostrar e confirmar que somos os melhores do mundo", ressaltou.
Essa melhora, segundo o paranaense, vem refletindo também no campeonato nacional. "No Brasil, o campeonato vem melhorando bastante. Acho que um dia vai se igualar ao campeonato americano. Aqui (nos EUA), os touros são muito mais difíceis que no Brasil, pois já fazem mais de 50 anos que eles vêm cruzando genética para animais de montaria. Eles são imprevisíveis e, a cada prova, eles pulam de um jeito diferente. Sem dúvida os atletas brasileiros são muito mais técnicos que os americanos", contou.
Ele também ressaltou a tradição paranaense em revelar grandes peões. "No Paraná temos muitos atletas bons. Conheço a maioria e admiro todos, pois a cada um tem sua característica diferente".

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