Paranaense busca recordes no mergulho livre
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 08 de março de 2007
Luciano Balarotti<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Tendo como cenário a imensidão azul do mar e a vontade de superar limites, a paranaense Carolina Schrappe conquista aos poucos seu espaço em um esporte pouco difundido no Brasil, o mergulho livre, ou apnéia. Figurando entre as três melhores apneístas do país, a mergulhadora se prepara para disputar no mês que vem o Campeonato Internacional de Grand Cayman, no Caribe.
Apesar dos bons resultados, Carolina começou a praticar o esporte por acaso. Praticante de mergulho autônomo (com cilindros de oxigênio) ela fez o primeiro exercício de apnéia em um curso de liderança corporativa. ''Pouco tempo depois, a Associação Internacional de Desenvolvimento de Apnéia procurou as escolas de mergulho em busca de atletas com bom preparo para o esporte. Eu fiz alguns testes e me saí bem'', conta, lembrando que menos de três meses depois ela integrava a seleção que disputou o Campeonato Mundial de 2001, em Ibiza (ESP).
No início ela competia em duas modalidades. A apnéia estática, em que o atleta permanece o maior tempo possível submerso dentro da piscina. E a apnéia dinâmica, em que o objetivo é mergulhar o mais fundo possível, disputada em mares e lagos. ''No primeiro teste eu cheguei a 3 minutos e meio na estática e a 18 metros de profundidade. Logo depois, no Mundial, eu atingi 4min43s na piscina e 30 metros na dinâmica, e nossa equipe terminou em 4º lugar''.
Animada com a experiência internacional, Carolina dedicou dois anos para estudar o esporte e aprimorar seu desempenho. ''Acabei me tornando instrutora de mergulho livre e autônomo, mas dei uma parada nos anos seguintes para ter um filho'', conta. Passado este período, voltou com força total ao esporte em 2004, quando fez um curso de apnéia na Performance Freediving International, uma das mais conceituadas escolas da modalidade. Foi mais um passo em sua evolução, até chegar às marcas atuais, de 5min31s na apnéia estática e 60 metros na dinâmica.
Agora ela se prepara para o campeonato no Caribe, onde pretende quebrar três recordes sul-americanos de profundidade. Nas provas de dinâmica, com ou sem nadadeiras (65 e 35 metros, respectivamente), e na modalidade de imersão livre com o braço, em que a atleta se impulsiona com as mãos, segurando o cabo-guia, cujo recorde é de 60 metros. Carolina também foi selecionada para o Campeonato Mundial, em junho, na Eslovênia. Mas sua participação depende de um novo patrocinador. A apneísta já tem o apoio da Arribatur Turismo, que cede passagens aéreas; Pino, que fornece as roupas de neoprene; Acquanauta Mergulho e Academia Amaral Cabral.


