Paranaense 2001 terá fórmula simples
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segunda-feira, 30 de outubro de 2000
Fernando Tupan De Curitiba 
Em menos de duas horas Atlético, Coritiba, Paraná Clube, Rio Branco, Prudentópolis, Malutrom, Londrina, União Bandeirante, Francisco Beltrão e Iraty decidiram sobre a fórmula da Série Ouro (Primeirão Divisão) do Campeonato Paranaense de 2001. A proposta aprovada foi a dos três clubes da capital, que possuíam apenas 27 pontos. O Clube dos Nove, que somava 28 pontos, nem chegou a apresentar o seu projeto de campeonato.
Atlético, Coritiba e Paraná entraram na reunião fechados com relação ao modelo de campeonato para 2001. O dirigente paranista, Ocimar Bolicenho, defendeu a idéia de uma competição com turno e returno, com pontos corridos, classificando-se os quatro melhores times com índice técnico. Na semifinal, o primeiro pega o quarto com a vantagem de dois empates para chegar à final , e o segundo enfrenta o terceiro, também com a vantagem de dois empates.
Na primeira fase os clubes jogam nove vezes e repetem o mesmo número de jogos no segundo turno. Na semfinal acontecem outros dois jogos. Na final podem ocorrer três partidas, em melhor de cinco pontos. O Paranaense começa no dia 20 de janeiro e termina em 10 de junho, com apenas dois jogos durante a semana (1º de maio e 6 de junho).
O presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Onaireves Rolim de Moura, nem chegou a colocar em votação sua fórmula. Optou pela proposta dos grandes do futebol paranaense, já que o Clube dos Nove nem mesmo levou a plenário a sua fórmula de turno e returno, com um hexagonal para decidir o título.
A polêmica rondou o arbitral quando Moura tentou estipular em 15 mil lugares a capacidade mínima dos estádios para os jogos da semifinal. Somente as cidades de Londrina e Curitiba teriam condições de atender a esses requisitos. O presidente do Francisco Beltrão, Jaime Zandonai, pediu para arrendondar a capacidade para 10 mil. Moura alegou que somente o Rio Branco seria beneficiado.
Zandonai reformulou sua idéia e propôs que os clubes mandassem, sem problemas, os jogos das semifinais e que, somente na final, fosse estipulada a capacidade mínima. Os clubes concordaram e a final deve ser realizada em estádios com o mínimo de 25 mil pagantes, mas com a possibilidades de usarem praças alternativas para mandar seus jogos: Olímpico, em Cascavel; Willie Davis, em Maringá; e Felipão, em Paranavaí. Estádio do Café, em Londrina; Pinheirão, em Curitiba; Joaquim Américo e Couto Pereira, em Curitiba, foram os locais previamente aprovados pela FPF.
O fator rebaixamento foi o último ponto a ser levantado no arbitral. O Iraty, com Paulinho Alves, desejava um campeonato sem rebaixamento. O dirigente Valmor Zimmerman, do Atlético, disse que isso seria imoral. Hamilton Stival, do Malutrom, sugeriu que o campeonato rebaixasse apenas uma equipe e que subissem os três primeiros colocados da Série A-1. Os clubes da capital queriam uma competição com dois subindo e dois descendo e desta vez foram derrotados pelo Clube dos Nove por 28 a 27. No final da reunião o presidente do Malutrom, Juarez Malucelli, confessou que seu clube poderia ter fechado com os três grandes, mas que não foi procurado.


