O fantasma da Segunda Divisão do Campeonato Paranaense deve terminar hoje para o Paraná Clube. Uma vitória do Tricolor sobre o Grêmio Maringá, às 20h30, na Vila Capanema, garante o título do returno, a conquista antecipada da Segundona e o consequente retorno à elite.
A campanha impecável paranista na Divisão de Acesso pode explicar o título com duas rodadas de antecedência - no caso do Paraná três, já que o time terá ao final da rodada de hoje um jogo a menos que os demais. Em 14 jogos disputados até agora, o time comandado por Ricardinho venceu 13. O único empate aconteceu no primeiro turno: 1 a 1 com o Nacional, em Rolândia.
Se confirmar o favoritismo e vencer o Grêmio Maringá, o Paraná chegará aos 18 pontos e seis vitórias no returno. O único time que poderia alcançá-lo é o Foz, que tem 12 pontos e com dois triunfos poderia chegar a 18. Porém, o time da fronteira atingiria apenas cinco vitórias.
O técnico Ricardinho é um dos que mais deseja que essa confirmação do retorno aconteça já hoje. Assim, ele poderia focar os trabalhos apenas na disputa da Série B do Campeonato Brasileiro. No sábado, pela oitava rodada, o time apenas empatou com o São Caetano em 1 a 1. O Paraná é o sétimo colocado com 12 pontos.
Tragédia
Um torcedor do Paraná Clube morreu domingo após ser atingido por um tiro em frente à sede da torcida organizada Fúria Independente, na Vila Capanema, em Curitiba.
Diego Henrique Raab Gonciero, 16, estava em uma confraternização da Fúria com torcedores do Sport de Recife que jogaria contra o Coritiba - quando foi morto, por volta das 13h. ''De repente, apareceram três carros, um deles já com a mão para fora, atirando a esmo'', contou a tia da vítima, Carmen Lúcia Gonciero, 37. ''Infelizmente, um tiro pegou na face do meu sobrinho, que caiu da cadeira em que estava.''
Segundo Carmen, não chegou a haver briga entre as torcidas. O carro de onde partiram os disparos, um Prisma branco, segundo testemunhas, fugiu logo em seguida. O adolescente foi socorrido ao Hospital da Polícia Militar, a poucas quadras do local, mas não resistiu.
Segundo a tia da vítima, testemunhas disseram que os disparos - cerca de 15, no total - foram feitos por torcedores do Atlético-PR, que estavam uniformizados no momento do ataque. A polícia vai investigar a denúncia.
Diego tocava com o irmão, de 21 anos, na bateria da Fúria Independente havia três anos. A torcida divulgou uma nota em que lamenta o ocorrido e pede que os culpados sejam punidos. O corpo do jovem foi enterrado ontem no final da tarde. (Com Folhapress)

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