Paraná vai recorrer contra decisão do Tribunal da CBF
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terça-feira, 05 de outubro de 1999
Por Evandro Fadel 
Curitiba, 05 (AE) - O presidente do Paraná Clube, Dilso Rossi, disse hoje que o clube vai recorrer da decisão da Comissão Disciplinar do Tribunal de Justiça Desportiva, da CBF, que não concedeu os pontos da partida contra o Vasco da Gama, no dia 19 de setembro, interrompida aos 41 minutos do segundo tempo, quando estava empatada por 1 a 1, depois da invasão de campo pelo vice-presidente do time carioca, Eurico Miranda. "Espero que o erro seja reparado e a justiça prevaleça sobre a impunidade", afirmou.
Na análise de Rossi, a atitude do dirigente vascaíno deveria estar enquadrada no artigo 299 do Código Brasileiro Disciplinar de Futebol, que inclui entre as penas a perda dos pontos da partida. No entanto, o relator enquadrou no artigo 300, que prevê apenas multa e perda do mando de jogo. "Cometeu-se uma agressão ao que determina o regulamento e o código", revoltou-se o presidente. "O Vasco estava denunciado em seis ou sete artigos, mas todos foram desqualificados." "Fomos para o Rio convictos de que ia ser aplicado o que determina o regulamento", disse Rossi, que hoje à tarde estava em Brasília resolvendo problemas particulares.
"Mas participamos de um julgamento em que parece que é tudo orquestrado." Segundo ele, em todos os outros julgamentos daquela noite os promotores pediram fitas de vídeo. "Para nossa surpresa, no nosso caso não requereram fitas e a denúncia caiu no vazio", reclamou.
Na tarde de ontem, o Paraná já tinha sido comunicado de que a Comissão de Arbitragem tinha alterado a escala de árbitro para o jogo de hoje à noite, contra o Botafogo (RJ). O presidente do Botafogo, Carlos Augusto Montenegro, havia ameaçado não entrar em campo, caso o gaúcho Carlos Eugênio Simon fosse mantido. A Comissão de Arbitragem alegou, então, que Simon tinha apresentado um laudo médico, que apontava uma contusão no tornozelo e designou o goiano Antônio Pereira da Silva para apitar o jogo.
"Não quero discutir se o Antônio Pereira da Silva é melhor que o Carlos Eugênio Simon, mas, em outras ocasiões, já solicitamos a troca, mas sequer fomos ouvidos", disse Dilso Rossi. "O que vemos são dois pesos e duas medidas." Segundo ele, o laudo médico deveria ter sido apresentado antes da escala. "Fica uma grande interrogação porque o futebol do Estado do Paraná sofreu duas derrotas no mesmo dia."


