Paraná usa Remo como exemplo
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quarta-feira, 15 de novembro de 2000
Ed Carlos Rocha De Curitiba 
Mesmo decidindo o Módulo Amarelo da Copa João Havelange com o São Caetano (SP), o Remo (PA) foi o time mais citado ontem pelos jogadores do Paraná Clube. É que o time paraense foi usado como exemplo para justificar a despreocupação do tricolor com o fato de apenas ter empatado com o São Caetano na primeira da final na última segunda-feira, em Curitiba. Na semifinal, o Paraná também empatou com o Remo em casa e depois venceu o adversário em Belém, conseguindo a vaga na final.
Para ser campeão, o Paraná pode até empatar, desde que seja em dois ou mais gols. Como gol marcado fora tem peso maior, o time paulista fica com o título se o confronto terminar em 0 a 0. Em caso de igualdade em 1 a 1, o campeão será conhecido em cobrança de pênaltis. Empate em 2 a 2, 3 a 3 etc, dá o título ao tricolor.
A gente não está preocupado com o resultado da segunda-feira. Contra o Remo também empatamos na primeira, mas tivemos personalidade para vencer fora. Por isso, apesar de respeitarmos o São Caetano, estamos muito tranquilos, disse o goleiro Marcos, que defendeu um pênalti na segunda-feira.
O meia Fernando Miguel fala em personalidade para justificar a tranquilidade dos atletas. Fora de casa, não só contra o Remo, mas em outras partidas também, mostramos muita personalidade. O time sabe jogar, não tem medo do adversário e isso tem nos garantido bons resultados.
O técnico Geninho já adiantou que a equipe vai para o ataque. A final, marcada para sábado, no Parque Antártica, em São Paulo, foi antecipada das 18h30 para às 17 horas. Geninho tem problemas para definir o time. Ele não poderá contar com o lateral-direito Marcelo, que foi expulso na última segunda-feira. Gil Baiano, ainda não recuperado totalmente de contusão, pode voltar à posição. Na zaga, Ageu sentiu uma fisgada na coxa e será o desfalque. O lateral-esquerdo Ronaldo Alfredo já está recuperado de contusão e fica à disposição do treinador.


