Pela décima vez em 11 anos de existência, o Paraná Clube entra em campo hoje para decidir um título. A equipe enfrenta o São Caetano (SP), às 17 horas, em São Paulo, na decisão do Módulo Amarelo da Copa João Havelange. Os dois finalistas já estão classificados para a sequência da competição, que reunirá 12 times do Módulo Azul, três do Amarelo e um do Verde-Branco.
Na primeira partida da final, na última segunda-feira, em Curitiba, houve empate em 1 a 1. Como gol marcado fora tem peso maior, as duas equipes podem até levantar a taça com empate. Para o São Caetano, o 0 a 0 é suficiente, pois não terá sofrido gol em seu campo. Para o Paraná, é preciso empate em dois ou mais gols, pois terá marcado mais vezes na casa do adversário. Se a confronto terminar em 1 a 1, a decisão vai para as cobranças de pênaltis.
O tricolor espera conseguir a sua oitava faixa de campeão. Nas decisões anteriores, venceu sete (seis estaduais – em 91, 93, 94, 95, 96 e 97 – e a segunda divisão do Campeonato Brasileiro – em 91) e perdeu duas (a Copa Sul e o Paranaense em 99).
Apesar de a decisão ser fora de casa e contra o time de melhor campanha do Módulo Amarelo, a confiança dos tricolores é grande. Os jogadores se apegam principalmente ao fato da equipe vir jogando bem no campo do adversário na fase mata-mata da competição, na qual eliminou Anapolina, Bangu e Remo. ‘‘O time assimilou bem a maneira de atuar, com muita personalidade e determinação, e é isso que a gente tem que repetir para derrotar o São Caetano’’, disse o ala esquerdo Ronaldo Alfredo.
O meia Lúcio Flávio, principal articulador de jogadas do tricolor, fala em humildade. ‘‘Temos tido bons resultados fora de casa, mas agora é diferente. Trata-se de uma decisão, em que as forças são iguais. Temos que marcar forte para podermos sair de São Paulo com o título’’.
O técnico Geninho quer a equipe jogando da mesma forma que a levou até a decisão: com muita marcação, mas sem se esquecer de atacar.
O treinador vai poder contar com o lateral-direito Gil Baiano, recuperado de contusão. Gil, que não joga há um mês, não está com o ritmo de jogo ideal, mas vai participar da decisão porque o substituto, Marcelo, foi expulso na última segunda-feira.
Além de Gil, também volta à equipe o ala esquerdo Ronaldo Alfredo, outro que se recuperou de contusão. Ageu, lesionado, fica de fora e André será mantido na zaga. O atacante Narcízio também está recuperado de contusão, mas deverá ficar no banco de reservas. Flávio, autor do gol paranista no primeiro confronto da final, se mantém como titular.

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