Paraná tenta anular suspensão de Gil Baiano e Luciano Viana
O advogado Valed Perry, contratado pelo Paraná Clube para defender os jogadores Luciano Viana e Gil Baiano, acusados de doping, vai entrar com uma petição hoje no Tribunal de Justiça Desportiva da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pedindo a anulação da suspensão provisória de 29 dias dada aos atletas.
Segundo Perry, a suspensão é ilegal porque fere a Lei 6.354, que regulamenta a profissão de jogador de futebol. Pela lei, o atleta só pode ser suspenso provisoriamente se for enquadrado na pena de eliminação, o que não é o caso. Só estariam sujeitos à eliminação se fossem reincidentes, explicou Perry, ressaltando que, se o TJD não acatar a petição, uma nova tentativa será feita na Justiça do Trabalho.
Além da petição, Perry declarou que vai pedir a prorrogação do prazo de defesa prévia, que teria que ser feita na próxima terça-feira, porque o processo está incompleto. Segundo o advogado, estão faltando dados como a quantidade de substância encontrada no exame. Sem isso fica difícil fazer a defesa, que ainda não decidimos como vai ser.
Depois que o Paraná apresentar a defesa prévia, a procuradoria da CBF deverá encaminhar denúncia ao Tribunal de Justiça, que poderá ouvir algumas testemunhas arroladas pelo clube antes de marcar o julgamento. Perry explicou que o clube não corre o risco de perder pontos ou ser eliminado da competição, mas está sujeito a multa.
O presidente do Paraná Clube, Dilso Rossi, jogou o caso nas mãos de Perry e instalou o silêncio no clube. Agora o nosso advogado é quem resolve. Paralelamente vamos fazer uma investigação para saber o que aconteceu, mas só nos pronunciaremos quando tivermos fatos concretos, avisou o dirigente.
O presidente afirmou, no entanto, que, como o hidratante dado ao jogadores durante as partidas é visto como uma da hipóteses que explicariam a presença da substância fenproporex, que acarretou o doping, o clube vai suspender o líquido feito em farmácias de manipulação. Pelo menos por enquanto, vamos estudar alternativas ao produto manipulado em farmácia.
O hidratante dado aos atletas é feito na Farmácia Dermatológica, de Curitiba. A farmácia elabora o produto em pó com base numa receita prescrita pelo médico do Paraná, Jonathan Zaze. Ao pó é adicionada água e o produto já fica pronto para o consumo. A gerente da Farmácia Dermatológica, Graziela Guimarães, se recusou a explicar como é feito o produto. Ela não quis justificar nem o motivo da recusa.
O presidente do Conselho Regional de Farmácia, José Passos Neto, explicou que pode haver algum descuido na manipulação e que outras substâncias - não as que são necessárias para aquele produto específico - acabam sendo misturadas. É muito difícil acontecer isso e seria um erro muito grave, mas existe a possibilidade.
Depois da derrota da última quarta-feira para o Vitória, em Salvador, a equipe começa a se preparar hoje para o clássico de domingo contra o Atlético, no Boqueirão.Arquivo FolhaInvestigação paralela
O presidente do Paraná, Dilso Rossi: Só nos pronunciaremos sobre o caso quando tivermos fatos concretosEd Carlos Rocha





