Paraná teme clima hostil em Campinas
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sábado, 17 de outubro de 1998
Edmundo Inagaki 
O Paraná Clube enfrenta o Guarani hoje, às 17 horas, no Estádio Brinco de Ouro, em Campinas (SP), em estado de alerta. Correndo risco de rebaixamento à Segunda Divisão, o tricolor paranaense - 21º colocado na classificação do Campeonato Brasileiro, com 17 pontos ganhos em 18 jogos (cinco vitórias, dois empates e 11 derrotas) - teme sofrer hostilidades por parte da torcida campineira.
Anteontem, o vice-presidente de futebol do Paraná, Amilton Stival, enviou comunicado à CBF solicitando reforço no contingente policial destacado para fazer a segurança do espetáculo. Em 89, o Coritiba enfrentou muitas dificuldades no campo do Guarani e na semana passada, os torcedores da Ponte Preta fizeram muita pressão sobre o árbitro Dacildo Mourão para que seu time pudesse vencer o Vitória da Bahia. Devido a esses problemas, resolvemos pedir providências ao pessoal da CBF, explicou Stival.
Depois de refugiar-se em Valinhos, cidade vizinha a Campinas, buscando tranquilidade, a delegação paranista só pensa na reabilitação. A possibilidade de conquistar a primeira vitória fora de casa aumenta a expectativa do grupo, que celebrou uma espécie de pacto pela vitória.
O atacante Raudinei, estreante do dia, recusa o rótulo de salvador da pátria, mas garante que vai lutar muito pelos três pontos. Daqui para frente, o negócio é matar ou morrer.
O Guarani, ocupando a 15º posição (21 pontos), também precisa vencer a partida.


