Desde a vitória do fundista Émerson Iser Bem, em 1997, os paranaenses figuram com destaque na tradicional Corrida de São Silvestre, a mais badalada prova de rua da América Latina. Neste ano, a SS atinge sua 80 edição. E foram momentos antológicos, como a vitória do theco Emil Zatopek, em 1953, campeão olímpico um ano antes, em Helsinque, nos 5 mil e 10 mil metros, e o triunfo do mineiro Ronaldo da Costa, em 1995, quebrando um jejum de nove anos sem vitória brasileira na prova masculina.
O Paraná atingiu sua maior glória justamente com a vitória de Iser Bem, então com 24 anos. Natural de Santo Antonio do Sudoeste, passou grande parte da infância trabalhando com os pais nas lavouras de milho. Em 97, com a vitória na SS, Iser Bem entrou para o rol da fama do atletismo brasileiro, principalmente por ter sido o homem responsável em parar o queniano Paul Tergat.
Entre as mulheres, é impossível não mencionar a prova impecável da fundista Roseli Machado, em 1996. Ela nasceu em Angatuba, interior paulista, mas cresceu em Santana do Itararé, na região de Curitiba. Roseli foi a segunda brasileira a vencer desde a primeira prova feminina, em 1975 a brasiliense Carmem Oliveira foi a campeã em 95.
Adriana de Souza, de Ibiporã, é a fundista do Estado mais bem sucedida dos últimos anos. Em 2001, chegou em quarto lugar. No ano seguinte, com a vitória da goiana Marizete Rezende, Adriana cruzou a linha em segundo lugar.
Outra paranaense, Cleuza Maria Irineu, natural de Uraí, que compete por Londrina desde que apareceu no cenário nacional, terminou em quinto lugar em 1998 e em quarto no ano seguinte.

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