Fernando Tupan
O Paraná sofreu muito para vencer o Rio Branco por 1 a 0, ontem, na Vila Capanema, em Curitiba. Agora até mesmo uma derrota por 1 a 0 pode levar o tricolor às semifinais do Campeonato Paranaense. A terceira partida acontece no domingo, às 15h30, na Vila Capanema. O Rio Branco para continuar na competição precisa vencer com uma vantagem de dois gols.
A partida começou muito estudada. O Rio Branco não saía para o jogo, esperando o Paraná. Na primeira bobeada da defesa adversária, aos 10 minutos, o tricolor abriu a contagem. Reginaldo Vital lançou Washington. O atacante driblou Jorge com um toque sutil, ficou na frente de Paulo César, e chutou entre as pernas do goleiro.
O Rio Branco passou a articular-se melhor a partir dos 18 minutos, quando o Paraná se acomodou, provavelmente por estar vencendo pela contagem mínima. Marcos Tôloco armava bem as jogadas na frente, mas isolado na frente, vacilava nas conclusões. Aos 27 minutos, Tôloco recebeu sozinho no bico da área, teve tempo de pensar o que ia fazer, mas chutou sem direção.
Aos 28 minutos, Edinan cruzou na área, o zagueiro Milton do Ó cabeceou para o fundo das redes, mas o bandeira Irineu Bonfim, mal posicionado e em dúvida, não validou o gol. O goleiro, espertamente abraçou a bola dentro do gol e pulou para fora, confundido até mesmo o juiz Waldemar Fonseca. Ó e Hélcio pediram gol, mas não foram atendidos.
Se movimentando melhor em campo, os jogadores tricolores ficavam ciscando em volta da área, errando na hora da conclusão ou dos passes. Nem mesmo quando Paulo César falhou ao tentar segurar um cruzamento de Ney Santos, o ataque soube tirar proveito. Narcízio ficou procurando a bola quando deveria ir mais determinado na jogada.
No final do primeiro tempo, o técnico Carlos Gainete foi para o vestiário irritado com seus jogadores. O motivo eram os espaços deixados para o Paraná ameaçar a meta do time de Paranaguá. Do lado tricolor, Márcio Araújo também não gostou da produção de sua equipe, e saiu de campo prometendo realizar mudanças para recuperar a competividade da equipe.
Araújo mostrou o seu descontentamento, colocando Fernando Diniz no lugar de Itamar. O Paraná voltou melhor, revezando na frente. Aos 12 minutos, Robson Carioca encobriu o goleiro Régis, o zagueiro Milton do Ó tirou a bola de dentro, e na dúvida o juiz não validou o gol. De nada adiantaram as reclamações dos rio-branquenses, o árbitro manteve sua decisão.
A jogada de Robson Carioca devolveu a auto-confiança da equipe. Carlos Gainete aproveitou para adiantar seu time, passando jogar de igual para igual com o Paraná. Carioca passou a ser o ponto de desequilíbrio no ataque, envolvendo com facilidade Edinan, Hélcio e Milton do Ó. Por duas vezes o atacante teve chances de empatar. Numa, chutou para fora, e na outra, no corpo de Régis.
Aos 38 minutos, Vital coloca Washington na frente do gol. De primeira ele chuta para uma bonita defesa de Paulo César. No rebote, Vital perde o gol mais feito da partida, chutando por cima do travessão, com o goleiro no chão.


FICHA TÉCNICA
Paraná
Régis; Wilson, Adilson (Ney Santos), Milton do Ó e Edinan; Hélcio, Reginaldo Vital, Lúcio Flávio e Itamar (Fernando Diniz); Narcízio (Everaldo) e Washington. Técnico: Marcio Araújo
Rio Branco
Paulo César; Robson Baiano, Cinho, Souza e Ermínho; Jorge, Fábio, Dirceu (Rui) e Luiz Ernesto; Marco Tôloco (Luís Américo) e Robson Carioca. Técnico: Carlos Gainette
Árbitro: Waldemar Roberto Fonseca
Estádio: Durival Britto, em Curitiba
Renda e público: não divulgado
Gol: Washington, aos 10 minutos do primeiro tempo

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