Paraná se prepara para o grande teste
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domingo, 12 de novembro de 2000
Ed Carlos Rocha De Curitiba 
Além de disputar o título do Módulo Amarelo da Copa João Havelange, o Paraná Clube está encarando o São Caetano, com quem começa decidir a competição amanhã, às 20h30, em Curitiba, como um grande teste para medir a força do tricolor. Para o técnico do Paraná, Geninho, o São Caetano tem o mesmo nível dos adversários que o tricolor irá enfrentar na próxima fase da JH, com 12 times do Módulo Azul, três do Amarelo e um do Verde-Branco.
Para Geninho, os dois confrontos com o time paulista serão uma ótima oportunidade para se saber ao certo como está o Paraná. Tenho acompanhado o São Caetano há muito tempo, muitos dos jogadores que estão no clube já trabalharam comigo e sei que é um grande time. Se formos bem contra eles, é sinal de que estamos preparados para disputar em igualdade de condições a próxima fase da João Havelange, disse o treinador.
O técnico não esconde que espera muitas dificuldades nos dois jogos e que, por isso, o Paraná tem que fazer o resultado na primeira partida. É difícil bater o São Caetano no campo deles. Temos que nos desdobrar para vencermos o primeiro confronto e termos mais tranquilidade em São Paulo.
Os jogadores concordam com o treinador. O zagueiro Hilton, que não enfrentou o adversário no primeiro turno, em partida que terminou 0 a 0 em Curitiba, disse que todos estão conscientes que será uma decisão muita dura. Eles têm um bom time e sabemos que não será fácil ganharmos o título. Só que eles têm que ter a consciência de que o Paraná também tem um time de qualidade e que vai se desdobrar para ficar com o campeonato.
Para sair em vantagem na primeira partida da final, o Paraná vai para cima do adversário. O técnico Geninho já garantiu que o time vai ser ofensivo do início ao fim e espera melhor sorte do que no primeiro confronto contra o Remo, válido pela semifinal. Naquele jogo martelamos o tempo todo e não conseguimos marcar. Esperamos ter melhor sorte agora, pois precisamos vencer a todo custo.
O meia Fernando Miguel ressaltou, porém, que o Paraná terá que ser ofensivo mas sem se descuidar da marcação. A gente sabe que eles têm um ataque rápido e um meio-campo de muita criatividade. Se dermos bobeira, correremos muitos riscos. A atenção tem que ser redobrada.
O treinador ainda não sabe se poderá contar com o volante Hélcio, que perdeu o pai na sexta-feira, que morreu depois de dois meses na UTI. Se Hélcio não jogar, Frédson deverá voltar ao meio-de-campo como titular. Ronaldo Alfredo, ainda se recuperando de contusão, deverá ficar de fora.
A diretoria apela para que os torcedores prestigiem o time. O ingresso, no entanto, está mais caro. A cadeira custa R$ 25,00. Quem quiser sentar na arquibancada paga R$ 10,00. Sócios do clube, menores de 12 anos, mulheres e idosos com mais de 65 anos pagam R$ 5,00.
Outra vaga Remo e Paysandu se enfrentam hoje, às 18 horas, no Mangueirão, em Belém-PA, no primeiro jogo da decisão do terceiro lugar do Módulo Amarelo. O técnico do Remo, Paulo Bonamigo, quer evitar que a sua equipe sofra gols e garante que seu time vai buscar a vitória durante os 90 minutos. O Remo deve ter o retorno do meia Daniel Edgar, que cumpriu suspensão automática na derrota de 2 a 1 para o Paraná.
O técnico Givanildo Oliveira, do Paysandu, faz mistério e garante que só define o time no vestiário, antes do jogo. Ele tem dúvidas sobre o lateral-direito Givaldo e o atacante Tico, que entraram muito bem contra o São Caetano. Outra dúvida é no meio de campo: Rogerinho e Sandro disputam posição. O goleiro Ronaldo, expulso contra o São Caetano, dá lugar a Adinan.


