Curitiba - Cada vez mais distante do sonho de voltar à Série A do Brasileirão, o Paraná tenta recolher os cacos da derrota para o América-RN, na terça, para tentar reencontrar o caminho das vitórias. Tarefa que certamente será dificultada pelo provável desmanche que a equipe tricolor sofrerá nos próximos dias.
Acumulando quatro derrotas seguidas, duas delas dentro da Vila Capanema, onde era imbatível até pouco tempo atrás, o Paraná pode perder até três posições na classificação até o término da rodada, no sábado. E já se despediu de Marcelo Toscano, que acertou, após longa novela, transferência para o português Vitória de Guimarães. Se o atacante ainda jogou diante da equipe potiguar, Gilson - que pediu para não atuar - não acertou sua ida para o Grêmio. A pendência financeira entre as duas equipes poderia ser resolvida em reunião na tarde de ontem, mas o Olímpico deve ser mesmo o destino do lateral-esquerdo.
A debandada iniciada com as saídas de Márcio Diogo, João Leonardo e João Paulo abateu profundamente o técnico Marcelo Oliveira, que sabe que seu cargo estará em jogo caso não vença o São Caetano. ''O momento é muito difícil. Estamos totalmente frustrados porque o time não tem se apresentado bem'', resumiu o técnico.
Dupla Atletiba
O desânimo tricolor é parecido com o que abate o Atlético, que precisa vencer o Flamengo, no domingo, para fugir da ZR. Para isso o técnico Paulo César Carpegiani prepara uma escalação mais ofensiva que a usual, podendo escalar um trio ofensivo formado por Guerrón, Bruno Mineiro e Maikon Leite. Este último tem entrado muito bem no decorrer das partidas e espera a chance de ser titular. ''Tenho que fazer o meu papel e tentar corresponder. Quero aparecer e, com certeza, com vitórias. Já passou da hora de nosso time embalar'', resume o ex-santista.
Já o embalado Coritiba só tem um motivo para ansiedade: o retorno ao Couto Pereira, agendado para a 22 rodada, contra a Portuguesa. Até lá, o objetivo é defender a liderança em quatro jogos como visitante e outros três na Arena Joinville. ''Treinar em um estádio como o nosso traz uma saudade. Por isso, gera uma expectativa pela volta e a gente não vê a hora de atuar aqui. É a nossa casa, e aqui a gente manda'', conta o zagueiro Jeci.

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