Paraná quer esquecer vexame da Copa do Brasil
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sábado, 07 de março de 2009
Julio Cesar Lima<br> Equipe da Folha 
A alteração do horário do jogo entre Nacional e Paraná Clube, hoje, no estádio Erick Georg, em Rolândia, que passou das 10h30 para 15h30, não foi totalmente digerida pela comissão técnica do time da casa. O técnico Gilberto Pereira desconfia de favorecimento ao "time da Capital" e alega que a partida deveria ser disputada às 20h30, para que se completasse o ciclo de 72 horas entre uma partida e outra do Paraná, conforme alegou a diretoria do Tricolor.
"Fizemos nossa preparação durante a semana para jogar no horário previsto e só nos avisaram da mudança no final da tarde de quinta-feira. Se fosse valer o que eles alegam, a partida deveria ser à noite", reclamou.
Segundo Pereira, o Nacional entrará em campo com o espírito guerreiro que tem caracterizado sua equipe. "Será uma guerra aqui, pois o campeonato está muito disputado, estamos entre o céu e o inferno e ainda tentam nos prejudicar", disse, lembrando o fato de sua equipe estar na 8ª colocação, no limite da zona de classificação.
Para barrar o Paraná, Pereira deve colocar sua equipe no 5-4-1, com o atacante Bruno Flores se revezando com Anderson, ou Cris, mais recuado, na linha de ataque. No treino de sexta, porém, Pereira ganhou um problema com a torção sofrida pelo zagueiro Diogo. Caso ele não jogue, Fabiano deve ser confirmado.
Já o Paraná ainda enfrenta a desconfiança da torcida após a derrota em casa para o Mixto, pela Copa do Brasil. Mesmo com a classificação conquistada nos pênaltis, o time saiu muito cobrado de campo. Duramente criticado nas últimas rodadas e ameaçado no cargo, o técnico Paulo Comelli deve colocar Jonathas na vaga de João Paulo, multado pela diretoria após sua expulsão contra o Mixto. O volante Edimar, que ainda não estreou, está cotado para ocupar a vaga de Kléber.
O goleiro Rodolfo, destaque na partida contra o Mixto por ter defendido um pênalti, quer aproveitar o bom momento para seguir como titular. "Quero fazer a minha história aqui no Paraná. A equipe precisa agora voltar suas atenções para o Paranaense", afirmou o atleta de 17 anos.
Já o zagueiro Luiz Henrique acredita na raça para reverter a situação. "O torcedor cobra, a imprensa cobra, acho que nós temos que melhorar. Tô p..de tomar gol direto, a gente não quer tomar gols", concluiu.


