Paraná prioriza pagamento de dívida
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sábado, 28 de dezembro de 1996
Júlio Tarnowski Jr. Sucursal de Curitiba 
Renovações de contratos e definições de reforços no Paraná Clube só devem acontecer a partir da aprovação do orçamento de 1997, pelo conselho financeiro do clube. A diretoria tricolor já anunciou que irá usar a realidade de mercado para priorizar os gastos com o futebol. O Paraná tem um dívida de R$ 6 milhões e quer estancar a rolagem das pendências financeiras.
Além da discussão da venda, ou cessão em comodato da área do Parque Britânia, no bairro do Guabirotuba, na BR-116, o Paraná avalia também a negociação de jogadores. O meia Paulo Miranda, 22 anos, principal destaque do time no último Campeonato Brasileiro, pode ser negociado com o Santos ou Palmeiras.
A diretoria tricolor admite vender Paulo Miranda. Mas desde que entre dinheiro na negociação. Na metade deste ano, antes do Brasileiro, o passe do jogador estava avaliado em R$ 1,5 milhão. Hoje o valor chega a R$ 2 milhões.
O aproveitamento de jogadores formados pelo clube também será outra prioridade do Paraná no primeiro semestre de 1997. A equipe júnior do tricolor participa da Taça São Paulo, que começa no próximo dia 5 de janeiro. A competição já será uma prévia para os novos profissionais da equipe.
A reformulação do Paraná passa também pela comissão técnica. O técnico Rubens Minelli acertou com o clube por um período de seis meses. Mas o preparador físico Luís Carlos Neves, que acumulou nos últimos dois anos o trabalho de coordenação técnica do time, rescindiu seu contrato e acertou com o Palmeiras. O supervisor Oscar Yamato, que trabalhou nos últimos seis anos no clube ainda não sabe de seu futuro. Tive muitas conquistas e glórias no Paraná. Vamos aguardar o retorno das férias, dia 6 de janeiro, para saber a posição da diretoria sobre a minha permanência, disse Yamato.


