O sonho da torcida e da diretoria do Paraná Clube de ter um estádio maior e mais moderno está perto de se tornar realidade. A Rede Ferroviária Federal, com quem o clube briga na Justiça há mais de 25 anos pela posse oficial do terreno onde está localizado o Estádio Durival de Britto, na Vila Capanema, está disposta a abandonar a batalha judicial mediante o pagamento de uma espécie de indenização.
A definição do valor a ser pago deverá sair este mês. A partir daí, o Paraná Clube irá se associar a um grupo empresarial para pagar a indenização e começar a construir o novo estádio.
Para desistir da ação, a Rede Ferroviária vai exigir algo em torno de R$ 3 milhões, segundo estima o diretor de patrimônio do tricolor, Luis Fanchin Júnior. O valor exato será definido por técnicos da Caixa Econômica Federal, que já estiveram no estádio fazendo uma avaliação.
De acordo com Fanchin, depois de inúmeras tentativas frustradas de acordo, desta vez a negociação deverá ser efetivada porque a Rede está privatizando todos os seus imóveis e não tem interesse em continuar essa briga na Justiça.
Custo zeroSegundo Fanchin Júnior, resolvida a pendência com a Rede, a construção do novo estádio não custará nada ao tricolor. Ele explica que já existem dois grupos empresariais - sendo um deles de Curitiba - interessados em erguer a praça esportiva.
O grupo que for escolhido pagará de imediato a indenização exigida pela Rede e arcará com os cerca de R$ 12 milhões necessários para a construção.
Em troca, o grupo exploraria por um tempo a ser combinado, provavelmente dez anos, o lado comercial do estádio. É que no projeto, desenvolvido pela administração que está deixando o comando do tricolor, consta que o novo Durival de Britto contará com lanchonetes, sauna, academia de ginástica, boliche e lojas.
O principal benefício para o torcedores seria o aumento da capacidade dos atuais 15 mil para 40 mil lugares. Com essa capacidade - a mínima exigida pela Confederação Brasileira de Futebol para fases decisivas dos campeonatos nacionais - o Paraná poderá mandar todas as suas partidas na Vila Capanema. Além disso, mais camarotes, sanitários, bares e cabines para a imprensa também estão previstos.
Sem restriçõesEmbora o projeto tenha sido feito na administração de Ernani Buchmann, o novo presidente do Paraná, Dilso Rossi, considerado de oposição, já disse que tem interesse em levá-lo adiante.‘‘Se há a possibilidade de ser construído um estádio moderno a custo zero para o tricolor, vamos aproveitar essa idéia sem restrições’’, disse Rossi.
Enquanto o novo estádio estiver sendo construído, o Paraná Clube deverá mandar seus jogos, principalmente contra os times pequenos, no Estádio Érton Coelho de Queiroz, no Boqueirão.
Depois que o moderno Durival de Britto ficar pronto, o Érton Coelho deverá ser usado como centro de treinamentos. Como também é o local para formação das categorias de base, deverá, pelos planos da atual diretoria, passar por reformas gerais.
No acordo com a rede para construção do novo estádio, poderá surgir também uma parceria para obras de revitalização da área próxima ao Durival de Britto e à Rodoferroviária. Além da Rede e do Paraná, a parceria envolveria também a Prefeitura de Curitiba.
Segundo Luis Fanchin Júnior, pelo acordo, que ainda está sendo estudado, o local ganharia, principalmente, ajardinamento, praça e melhorias na iluminação.

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