Paraná, o caçula repleto de histórias e títulos
Curitiba - Nunca um clube fundado há tão pouco foi tão vencedor no futebol paranaense. Desde 1989, o Paraná Clube conquistou 13 títulos, dos quais são mais lembrados o pentacampeonato estadual e o da Série B de 92. Apesar de caçula, não se engane: o Tricolor carrega a tradição de mais de dez clubes, que, de cada fusão, resultou no atual time da Vila Capanema.
O Paraná Clube é o time com maior número de fusões no cenário nacional. O clube saiu diretamente de dois grupos, o Colorado e o Pinheiros, que já eram resultado da mistura de outras dez agremiações. A partir do Leão e do Tigre (clubes curitibanos de 1914), nasceu o Britânia e então a árvore genealógica seguiu com Savóia, Savóia-Água Verde, Palestra Itália, Clube Brasil, Ferroviário, Água Verde, Colorado e Pinheiros. O total de títulos de toda essa história resulta em 27 campeonatos estaduais. Com cinco sedes e dois estádios, o Tricolor passou a ter a maior sede social do Estado.
O primeiro gol paranista, sob o comando do técnico Rubens Minelli, foi marcado pelo atacante Sérgio Luís, contra o Cascavel, na partida vencida pelo Tricolor, por 1 a 0, pelo Campeonato Paranaense. Dali em diante o clube passou a viver um período dourado, um casamento perfeito com os torcedores e os títulos.
O Tricolor conquistou o primeiro título paranaense diante do Atlético, em 1991, e garantiu, assim, seu espaço na rivalidade curitibana, que nessa época limitava-se então ao tradicional Atletiba. Logo três anos depois de sua fundação, o Paraná já garantia o acesso à elite do futebol nacional, ao ser campeão da Série B, em 92, e assegurar vaga no Brasileirão de 93.
A partir de 93, o clube estabeleceu sua hegemonia paranaense na década. A equipe, que teve passagem de Saulo, Ageu, João Antônio, Gralak, Régis, Adoílson, entre outros, conquistou nada menos que cinco títulos consecutivos. O pentacampeonato, as três chegadas às quartas-de-final da Copa do Brasil e o título da Segunda Divisão de 2000, o módulo amarelo da Copa João Havelange, mantiveram acesas as chamas de um time vencedor.
Porém, os títulos sumiram com a virada do ano 2000. A equipe foi vice-campeã estadual em 2001, quando perdeu a final para o Atlético, e depois só disputou uma decisão novamente no Supercampeonato Paranaense, quando voltou a cair diante do Furacão, em 2002. A partir dali, o Tricolor preferiu deixar para trás os planos de conquistar a Série Ouro do Paranaense para se dedicar mais ao Brasileirão.
Inicialmente, o resultado pareceu ter surtido efeito. Em 2003, a equipe chegou à então inédita 10 colocação do Nacional, sua melhor posição final na competição, e teve o vice-artilheiro, Renaldo, com 30 gols. No entanto, desde então, vinha apenas lutando para não cair no Paranaense. Com a sétima posição no Brasileirão de 2005 e a atual fase, os bons momentos parecem ter voltado à Vila Capanema. (Claudio Yuge/Equipe da Folha)





