Paraná não quer ajuda de ninguém
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 29 de outubro de 1998
Ed Carlos Rocha 
O Paraná Clube quer permanecer na primeira divisão do Campeonato Brasileiro pelas próprias pernas. Segundo alguns jogadores, o time vai dar tudo por vitórias contra o Palmeiras, domingo, em São Paulo, e contra o Flamengo, no dia 11 de novembro, em Curitiba, para evitar o rebaixamento sem depender de outros resultados.
Na 21ª posição, com 21 pontos, o Paraná se garante pelas contas dos matemáticos se conseguir mais seis pontos. Mas se os times que também estão no desespero - Bragantino (20), Goiás (21), América-MG (22), Ponte Preta (22) e Juventude (23) - perderem pontos, o tricolor poderá se garantir com uma vitória e um empate ou até mesmo com uma só vitória.
Para o meia Fernando Diniz, apesar dos adversários serem difíceis, o Paraná tem que mostrar personalidade porque cresceu de produção nos últimos jogos. Contra o Santos não tínhamos escolha, e fomos lá e vencemos. O mesmo pode acontecer contra Palmeiras e Flamengo, disse.
De acordo com o meia Cairo, será muito pior se o time deixar para dar tudo na partida final, contra o Flamengo, e ainda assim ter que ficar dependendo de outros jogos. Temos ainda dois jogos e há que se colocar na cabeça que são seis pontos para serem ganhos e que precisamos deles.
O volante Reginaldo Vital concorda com Cairo, mas faz ressalvas quanto ao ímpeto que o time terá contra o Palmeiras, por exemplo. Temos condições de vencer o Palmeiras. Mas é preciso cautela. Na pior das hipóteses, um ponto poderá nos salvar.
O técnico Márcio Araújo deixou para hoje a definição do time. O meia Émerson deve mesmo ficar com a vaga de Luis Carlos, que cumpriu suspensão, mas fica no banco de reservas. Hélcio, que também cumpriu suspensão, volta.
Na lateral-esquerda, Gil Baiano está confirmado como titular. Ontem à noite seria julgado o recurso impetrado pelo Paraná no Superior Tribunal de Justiça Desportiva da CBF para tentar reverter a pena de 120 dias imposta ao jogador por suspeita de doping. O julgamento do recurso valeria também para o atacante Luciano Viana, que também pegou 120 dias de gancho, e para o médico Jonhatan Zaze, que foi eliminado do futebol.


