O Paraná Clube voltou a vencer com um gol depois dos 45 minutos do segundo tempo, mas desta vez foi menos traumático. O gol, feito aos 47 minutos, foi o último da goleada por 3 a 0 sobre o Londrina, ontem à noite, na Vila Capanema, em Curitiba, pelo Módulo Amarelo da Copa João Havelange. O resultado serviu para deixar o tricolor perto dos líderes, agora com dez pontos em cinco jogos. Serviu também para colocar o Londrina no fundo do poço. O Tubarão, que ainda não venceu, continua mais lanterna do que nunca, com dois pontos em cinco jogos.
As duas equipes voltam a jogar no domingo. O tricolor enfrenta o Criciúma, em Criciúma (SC). Já o Londrina vai a Bragança Paulista (SP) jogar contra o Bragantino.
Como alguns jogadores disseram ao final da partida, foi a vitória da tranquilidade. Até a partida de ontem, o Paraná vinha sofrendo a pressão de não conseguir fazer gols. Tinha marcado apenas dois em quatro jogos e todos depois dos 45 minutos. Para o Londrina, foi a derrota da intranquilidade. O time já não vinha bem e, como os próprios jogadores afirmaram, o trabalho agora terá que ser redobrado.
No primeiro tempo, as duas equipes fizeram valer a condição de estarem entre os piores ataques do Módulo Amarelo antes do confronto. O Paraná teve o domínio do jogo, mas nada de fazer a bola entrar no gol, apesar de algumas chances criadas. Por outro lado, o Londrina praticamente nem chegou na área adversária em condições de marcar.
O discurso dos tricolores antes da partida era o de que a apatia constante do ataque nos últimos jogos ficaria fora do gramado. O técnico Ari Marques até mudou o time colocando Everaldo no meio-de-campo e Flávio no ataque para melhorar a criação e a finalização. Mas na primeira etapa a equipe insistiu muito pela esquerda e facilitou o trabalho da defensiva londrinense.
O Tubarão só incomodou o Paraná nos 15 primeiros minutos, quando até conseguiu dois escanteios. Mas sem criatividade no meio-de-campo e com um ataque inoperante, não conseguia prender a bola na frente, o que acabou forçando os jogadores a ficarem postados atrás.
Como o time não respondia ao que havia planejado, Ari Marques nem esperou o segundo tempo para tentar impor mais força sobre o Londrina. Ainda nos 38 minutos, o técnico tirou Everaldo do time e colocou Marciano, para ‘‘abrir’’ mais a defesa adversária.
No final do primeiro tempo, as duas equipes mostravam insatisfação. O meia Lúcio Flávio reclamava de que era preciso mais tranquilidade para chegar ao ataque. Já o técnico do Londrina, Fantick, dizia que o time estava marcando errado e que precisava prender mais a bola no ataque.
No segundo tempo, a história do jogo não mudou nada no início. O Paraná tinha maior domínio de bola, mas não conseguia fazer isso se traduzir em gol. Como o Londrina também não se mostrava muito animado em tentar marcar, o técnico paranista tratou de aumentar o número de atacantes, colocando Deiveson no lugar do lateral-direito Marcelo.
De tanto martelar, o tricolor finalmente fez o gol, aos 20 minutos, que abriu a porta para mais dois. Sem nada a perder, o técnico londrinense Fantick tentou o famoso tudo ou nada. Tirou logo de uma vez o meia Chapecó e o atacante Vágner para as entradas de Glauco e Edu – o que não deu resultado.

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