Paraná mantém a ponta com goleada
PUBLICAÇÃO
domingo, 03 de agosto de 1997
Fabiano Camargo Curitiba 
Marcelo AlmeidaDe goleadaA defesa do Atlético não conseguiu segurar o ataque do adversário e sucumbiu. O bom entrosamento dos paranistas foi ótimo e o rubro-negro acabou tomando quatro golsO Paraná Clube manteve a liderança do Campeonato Brasileiro ao golear ontem, no Estádio Couto Pereira, o Atlético Paranaense por 4 x 2. No primeiro clássico entre times paranaenses do torneio, o Tricolor valeu-se da sua grande característica - a regularidade de todo o time e uma boa movimentação em equipe - para derrotar um Atlético, que voltou a mostrar falhas graves na defesa e apresentou extrema dificuldade nas saídas de jogo. Enquanto o atual campeão paranaense jogou bem como um todo, o rubro-negro teve como destaque maior o ponta Pachequinho. Foram dele os dois gols do time que impediram ao Paraná sair de campo com uma goleada mais ampla.
O jogo iniciou com as duas equipes não oferecendo muito espaço e investindo na marcação. Apesar de optar por três zagueiros, o Paraná adaptou-se melhor ao panorama tático do jogo e passou a criar melhores oportunidades. Para isso valeu-se da velocidade e mobilidade do time, principalmente nos contra-ataques. O Tricolor quase abriu o placar aos 14 minutos, com Denilson desviando de Ricardo Pinto dentro da área. O zagueiro Ronaldo salvou próximo a risca.
Apesar da resposta atleticana, o Paraná encontrou muita facilidade no primeiro tempo. O jogo do tricolor fluia mais do que o do adversário, cujo meio de campo não teve criatividade. A defesa atleticana também voltou a mostrar insegurança e cometeu erros primários. Os dois gols paranistas foram fruto dessas falhas. No primeiro, numa cobrança de falta, a barreira abriu e não deixou outra opção a Ageu a não ser tocar no canto desprotegido para fazer o primeiro do Paraná. Um minuto depois, Pachequinho empataria de cabeça, mas o placar voltaria a ser influenciado por uma falha atleticana numa nova cobrança de falta. Aos 42 minutos, Osmar cobrou uma falta da meia direita e, no rebote, a zaga central do atlético ficou plantada, operando em câmara lenta, enquanto Caio Júnior teve espaço para entrar em velocidade e fazer o segundo do Paraná.
O Atlético voltou diferente no segundo tempo. O atacante Silvinho entrou no lugar do volante Marcão e deu mais mobilidade ao time, que como um todo passou a se movimentar mais e a errar menos passes. O rubro negro tomou para si a iniciativa do jogo e após várias chances consecutivas - foram quatro entre os cinco e dez minutos iniciais - empatou, novamente com Pachequinho, aos 14 minutos. Ele aproveitou bate-rebate na área e tocou para gol mostrando boa colocação dentro da pequena área.
O panorama era outro e o Atlético parecia que teria forças para virar o jogo. Aos 26, Luizinho chutou no travessão, de dentro da área. Este gol perdido e mais outro lance de dentro da área de Pachequinho fizeram falta. Como o Atlético não soube transportar para o placar a superioridade que tinha naquele momento, acabou abrindo espaço para o Tricolor, que voltou a aproveitar os contra-ataques e fez valer sua regularidade. Osmar aproveitou lançamento em condição duvidosa - os rubro negros pediram impedimento - e aos 36 minutos invadiu a área para fazer 3 x 2. O gol desmontou o ímpeto atleticano e aos 43, Rafael fez o quarto gol paranista, de cabeça, colocando-se nas costas da zaga atleticana.FICHA TÉCNICA


