Paraná luta contra morte precoce
Ed Carlos Rocha
De Curitiba
Depois de passar pelo Internacional, na última quarta-feira, em Curitiba, o Paraná Clube volta a campo hoje, às 17 horas, contra o Cruzeiro, em Belo Horizonte, para o que os jogadores estão chamando de mais uma batalha na guerra para se manter na primeira divisão do Campeonato Brasileiro. Ainda entre os quatro piores times na média de pontos entre 98 e 99, que vale para o rebaixamento à Série B, o Tricolor precisa de uma vitória hoje e na próxima quarta-feira, contra a Portuguesa, em São Paulo, para ter chances de continuar na Série A. Ter chances porque ainda depende de outros resultados.
Mais animados com a vitória de 1 a 0 sobre o Inter, os jogadores disseram que o momento é de encarar a situação como se fosse mesmo uma guerra. Não podemos jogar a toalha em hipótese alguma. A situação é difícil, mas temos chances e temos que brigar até o último instante, disse o volante Hélcio, que é conhecido por impor ao time um espírito guerreiro nas horas difíceis.
O jogador comentou que o Tricolor tem que encarar o jogo como uma batalha porque tem sido assim praticamente desde o início da competição. Com essa história de média, já começamos a competição com a pressão de ter que fazer uma boa campanha em função do mau desempenho no ano passado. Isso, aliado às dificuldades que tivemos em vários jogos em função da arbitragem, tem causado muita pressão nos jogadores, que têm que se superar sempre.
O atacante Washington também deu a medida da pressão que o time vem sentindo nos últimos jogos. São partidas decisivas e não estamos tendo tempo para nos recuperamos fisicamente. Jogamos na quarta quase uma final e já vamos enfrentar o Cruzeiro como se fosse outra final. Mas mesmo assim estamos todos conscientes das possibilidades que temos que livrar o Paraná do rebaixamento, afirmou o atacante, que é o artilheiro do Paraná no campeonato, com oito gols.
Para amenizar o cansaço físico, o time deverá jogar com mais inteligência hoje no Mineirão, campo que tem dimensões maiores do que a maioria dos outros estádios nacionais. O negócio é tocar mais a bola para não precisarmos correr tanto. Senão a situação vai ficar ainda mais difícil, observou o zagueiro Hilton.
O técnico Abel Braga vai querer muita garra desde o início. O treinador não gostou do primeiro tempo da equipe contra o Inter porque, segundo ele, os jogadores não demonstraram disposição, apesar da necessidade de vitória. No intervalo, o técnico deu bronca geral no time, que voltou mais aceso para a segunda etapa e fez o gol da vitória. E tem que ser assim desde o começo do jogo contra o Cruzeiro.
Abel vai poder contar com o volante Reginaldo Vital (foto), que cumpriu suspensão automática contra o Inter. O treinador deixou para hoje, no entanto, a definição de quem sai para a volta do volante.
O zagueiro Milton do Ó, convocado para a Seleção Sub-23, vai jogar. Ele teria que se apresentar à seleção às 18h45, mas como todos os outros jogadores convocados e que jogam hoje, se apresentará mais tarde, diretamente em Buenos Aires, de onde a seleção parte para Sydney, local dos amistosos contra a Austrália nos dias 14 e 17 de novembro.
O goleiro Régis, que se contundiu contra o Inter, fica de fora, sendo substituído por Marcos. Os meias Carlos Alberto Dias, Fernando Diniz, Jorginho e Valdeir mais uma vez desfalcam o time. Eles ainda não se recuperaram de contusão.





