Paraná goleia e dá 'olé'
Paraná goleia e dá olé
O Paraná Clube deu uma sonora, inédita e humilhante goleada no Coritiba justamente no dia da atrapalhada estréia do lateral Wilson Goiano - expulso no começo do jogo - e do técnico Abel Braga. E o Coxa ainda tinha o retorno aos campos dos ex-contundidos Basílio e Struway. Mas isso de nada adiantou e a garotada do Paraná deitou e rolou jogando bem, no estilo que o time gosta, ou seja, com uma fortíssima marcação no meio-de-campo, atraindo o adversário e saindo rápido para o contra-ataque. E brilharam as estrelas dos jovens Ilan, Vital e Lúcio Flávio, todos formados nas categorias de base do tricolor, que foi comandada por muitos anos por Ari Marques. Ontem, eles foram os meninos do olé, enquanto os jogadores do Coritiba foram uma verdadeira mãe. O chocolate era tamanho que até o árbitro decidiu acabar o jogo antes do tempo.
Com a humilhação de tomar seis gols num clássico - cinco deles nos 45 minutos do segundo tempo -, é para se perguntar o que vai acontecer no Alto da Glória, o bairro curitibano onde fica a sede do Coxa. Como não dá para mandar o técnico embora, já que ele acaba de ser contratado, resta saber se a diretoria vai se auto-demitir.
Juventude
Todo ano é a mesma coisa. Alguns cartolas do futebol paranaense, no começo da temporada saem à cata de jogadores experientes, oferecidos por empresários. Contratam por atacado. O campeonato começa, esses jogadores não correspondem à expectativa e então, depois da dança dos técnicos, começa-se a recorrer aos pratas da casa para recuperar o terreno perdido. É o que acontece no Coritiba. Paraná e Atlético já vêm adotando a estratégia de revelar jogadores e dar tempo para que cheguem ao time titular com experiência e personalidade. Só no clássico de ontem, o Paraná tinha oito jogadores formados em casa e acostumados com a camisa tricolor.
Arena atleticana
No sábado, a Arena do Atlético recebeu como visitantes os associados da CoopSport, formada por alunos do primeiro curso de pós-graduação em Administração Esportiva do ISAE-Mercosul, da FGV em parceria com a Universidade do Esporte. Contrastando com a beleza da Arena, estava a total ausência de planejamento de marketing para recepcionar visitantes. Isso mostra que o departamento de marketing do Atlético é feito de forma, no mínimo, amadorística. Ao grupo não foi entregue nenhum material de apoio que fosse um duplicador dessa emoção, estendendo-a a quem não teve a oportunidade de visitar o local, além de ser mais um estímulo para a venda de cadeiras e camarotes, hoje vendidos em feios e precários cubículos.
O marketing também peca ao não fazer nenhum trabalho para manter os torcedores e associados cativos, nem para atrair novos associados ou torcedores. Está esquecido também o trabalho comunitário, ou seja, aquele que é feito entre os moradores que vivem no bairro e que são os consumidores potenciais de todos os produtos oferecidos pelo clube. Se diretores encontrassem os profissionais de gestão esportiva, talvez tivessem aprendido alguma coisa ou arrecadado boas idéias.





