Paraná faz suspense no rodízio de goleiros
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terça-feira, 03 de fevereiro de 2009
Julio Cesar Lima<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - O rodízio dos goleiros do Paraná, Felipe, Ney e Rodolfo mal começou e já começa a ser questionado. Depois da boa apresentação de Ney na partida contra o Cascavel, fora de casa, que culminou com a defesa de uma penalidade máxima, o atleta começa a ser o favorito para a disputa pela camisa número um. Desde o ano passado o Paraná Clube vive uma instabilidade no gol, principalmente após a queda para a Segunda Divisão, quando o clube viveu momentos difíceis com Flávio e Marcos Leandro, posteriormente negociado com o Botafogo.
Ney foi contratado junto ao Vitória para colocar ordem na defesa desde que os seus antecessores Mauro que em sua estreia levou um gol do goleiro do Avaí e colocou a culpa no vento que soprava em Florianópolis ; além de Gabriel e Fabiano Heves, que não se firmaram, foi substituído momentos antes da estreia do Paraná no campeonato, contra o J.Malucelli pelo jovem Felipe, que falhou em dois dos três gols.
Perguntado se a partida contra o Engenheiro Beltrão, quinta, será sua última antes de entregar a camisa para o júnior Rodolfo, Ney foi polido. Preciso agradecer o Renato (Renato Secco, preparador de goleiros) por isso. Ele estuda bastante os adversários e em momentos importantes, como a cobrança de um pênalti, a gente tem boa condições, afirmou. Ontem, na reapresentação, não houve quem confirmasse ou não a continuidade do rodízio conforme o que está previsto.
Mas se Comelli tenta resolver o problema debaixo do gol, o ataque também está devendo para o torcedor paranista. O ataque da equipe com Wellington Silva, Abuda e Peterson ainda não balançou as redes. Os três gols diante do Paranavaí e contra o Cascavel foram marcados pelo meia Lenilson e o ala-direita Murilo.
Para Lenilson, o mais importante é a vitória acontecer, mas ele não nega que já teve experiência anterior jogando mais à frente e pode repetir isso. Já havia conversado sobre essa possibilidade de jogar mais avançado, e deu tudo certo. Tenho a confiança do treinador e quando a gente tem a confiança as coisas saem mais naturalmente, disse.


