Paraná e Atlético querem Sul-Americana
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terça-feira, 18 de setembro de 2007
Luciano Balarotti<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Garantir uma vaga na Copa Sul-Americana. Este é o objetivo comum de Atlético e Paraná para o encerramento do Brasileirão. Perigosamente situados entre as piores equipes na classificação do Brasileiro, os dois clubes não temem o fantasma do rebaixamento, que os assombra há pelo menos sete rodadas.
Líderes da competição nos primeiros jogos, os dois rivais viveram momentos turbulentos com trocas de treinadores - quatro no Paraná e três no Furacão - e reformulação nos elencos. Mas, com 12 rodadas pela frente, planejam a recuperação e contam com o nivelamento das equipes para sonhar com vôos mais altos. ''Pretendemos conquistar uma vaga na Sul-Americana. Temos 36 pontos a disputar e acreditamos na recuperação. Sem contar o São Paulo, que disparou na frente, e o Cruzeiro, o campeonato está bastante embolado'', destaca José Domingos, vice-presidente de futebol paranista.
A meta não parece tão distante, já que o clube tem apenas três pontos a menos do que o Goiás, que hoje teria a última vaga no certame continental. ''Se tívessemos vencido o Sport estaríamos nesta posição'', complementa o dirigente, que espera dar a volta por cima a partir do clássico de domingo. ''Estamos nos preparando bastante para este jogo e para o restante do campeonato. Pretendemos vencer várias dessas 12 partidas para atingir nosso objetivo'', conclui.
Apesar do clima de otimismo, alguns números pesam contra. De acordo com o site Chance de Gol, o Paraná é o terceiro clube mais ameaçado pelo rebaixamento, com 56% de chances de disputar a Série B no ano que vem - índice melhor apenas do que os de América-RN, virtualmente rebaixado, e Juventude. A vaga na Sul-Americana, para os estatísticos, tem apenas 9,3% de probabilidade de acontecer.
Um pouco melhores são as chances atleticanas, com 17,8% de risco de cair e 38,8% de possibilidade de avançar ao torneio sul-americano. Apesar de ter apenas um ponto a mais que o rival, o Rubro-Negro conta com a vantagem de jogar mais vezes dentro de casa - sete jogos contra cinco do Tricolor. ''Dirigi dois jogos aqui (na Arena) e consegui duas vitórias. Dentro de casa temos que ter 100% de aproveitamento'', explica Ney Franco.
Se vencer todos os jogos caseiros, o clube chega aos 53 pontos, superando com folga a marca de 48, suficiente para não cair. Destino que começa a ser decidido no clássico e depende de uma série de confrontos com outras equipes ameaçadas. Além de América-RN e Flamengo, que enfrentam os dois paranaenses, o Paraná tem jogos contra Atlético Mineiro e Goiás, enquanto o Furacão encara Náutico, Juventude e Corinthians.


