Até o final do mês, as diretorias do Paraná Clube e da Rede Ferroviária Federal (RFFSA) devem se reunir na sede da estatal, no Rio de Janeiro, para tentar pôr fim a uma histórica pendência judicial envolvendo o Estádio Durival Britto e Silva, mais conhecido como Vila Capanema.
Em 1971, a Rede ajuizou contra o Paraná duas ações reivindicatórias, reclamando a posse e a propriedade da Vila Campanema, que desde a década de 40 vem sendo utilizada pelo clube, originado do antigo Atlético Ferroviário, depois Colorado.
Em 1995, tanto o Supremo Tribunal Federal (STF) como o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) deram ganho de causa ao Paraná Clube na questão da posse. Apesar da ação sobre a propriedade do estádio ainda não ter sido apreciada nas últimas instâncias, a RFFSA já admite negociar o patrimônio (terreno e benfeitorias) com o clube por aproximadamente R$ 5 milhões, segundo avaliação recente feita por uma empresa de consultoria.
‘‘Não nos interessa a continuidade dessa ação. Queremos sentar e encontrar uma fórmula definitiva para resolver a questão. Atualmente, a Rede tem uma dívida quase R$ 4 bilhões e precisa vender seus imóveis, que totalizam perto de 22 mil unidades’’, afirmou o chefe do escritório regional da Rede, Paulo Sidnei Ferraz.
Mesmo acreditando no direito sobre a propriedade da Vila Capanema, o presidente do Paraná Clube, Dilson Rossi, disse que também está disposto a sentar e conversar. ‘‘Creio que a Justiça vai se pronunciar a nosso favor. Mas se a Rede nos chamar para conversar, não vejo problema nenhum em ouvir o que eles têm a dizer’’.
O Paraná Clube, que ontem à noite enfrentaria o Atlético Mineiro pela Copa do Brasil, volta suas atenções hoje para o Francisco Beltrão, adversário de domingo, pelo returno do Campeonato Paranaense. A partida será disputada às 15h30, no estádio Anilado, em Francisco Beltrão.

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