O Paraná Clube decide hoje contra o Remo, em Belém-PA, uma vaga na final do Módulo Amarelo da Copa João Havelange. Chegar na final significa também presença garantida na sequência da Copa, que terá três clubes do Módulo Amarelo, 12 do Azul e um do Módulo Verde-Branco. A partida de hoje acontece às 18 horas (horário de Brasília). Se o Paraná não passar pelo Remo ainda tem uma chance de ficar entre os três classificados do Módulo Amarelo disputando uma partida contra o perdedor de Paysandu e São Caetano, que se enfrentam amanhã.
O tricolor tem uma certa vantagem na partida de hoje. Como no primeiro confronto pela semifinal, quarta-feira, em Curitiba, houve empate em 0 a 0, e gol marcado fora de casa tem peso maior, a equipe se classifica se empatar em 1 a 1, 2 a 2 e assim por diante. Se houver empate em 0 a 0 a decisão vai para os pênaltis.
Apesar do empate em Curitiba, a confiança do grupo para vencer em Belém é surpreendente. Os jogadores acreditam que o panorama da partida será totalmente diferente da realizada na última quarta. ‘‘Em Curitiba, o Remo ficou todo retrancado. Agora, com o apoio da torcida, terá que sair para o ataque e isso vai abrir os espaços para a gente’’, disse o meia Lúcio Flávio.
O zagueiro Nem até dispara um certo menosprezo com o adversário para confiar na classificação. Segundo ele, o Remo mostrou um desempenho bem abaixo do esperado. ‘‘Todo mundo falava que era um bom time, mas não é bicho de sete cabeças. Temos jogadores habilidosos e com espaço as chances de vencermos é grande’’.
O técnico Geninho acredita que o time conseguirá a classificação se tiver calma na hora de finalizar. No primeiro jogo contra o Remo, mesmo com toda a marcação da equipe paraense, o tricolor teve algunas chances para marcar, mas pecou por falta de tranquilidade.
O treinador garantiu que o time não vai mudar a forma de atuar. Para Geninho, o Paraná chegou na decisão da vaga justamente por manter um padrão de jogo constante, dentrou ou fora de casa. ‘‘Na nossa casa fomos para cima do Remo e nos postamos bem na defesa para não sofrermos o contra-ataque. Agora, talvez tenhamos um reforço maior na defesa porque seremos pressionados, mas também vamos buscar o gol a todo instante’’.
O Paraná promete atacar mesmo com cerca de 30 mil torcedores – previsão de público por parte dos paraenses – gritando contra. O meia Lúcio Flávio disse que isso até pode ser motivante. ‘‘É bom para nós também porque faz nos desdobrarmos para superar as dificuldades’’.
Sem poder contar com o ala esquerdo Ronaldo Alfredo, que não se recuperou de contusão, o técnico Geninho vai deixar para definir o time um pouco antes do início da partida. Ele tem dúvida entre Marciano, Ageu e Frédson para fechar o lado esquerdo.
A opção mais provável é a entrada de Marciano, que foi o substituto de Ronaldo Alfredo quando ele deixou a equipe ainda no primeiro tempo na última quarta-feira sentindo uma ‘‘fisgada’’ na coxa esquerda. Se Ageu for o escolhido, sendo deslocado da zaga para a lateral, André entra na zaga. No ataque, Narcízio pode ganhar a vaga de Flávio.