Paraná dá mais um passo para trazer Copa
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quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Luciano Balarotti<br>Equipe da Folha 
Em mais um passo na luta para tornar Curitiba uma das sedes da Copa do Mundo de 2014, o cômite gestor da candidatura estadual define na próxima semana a empresa de consultoria que auxiliará no projeto local. Em reunião na tarde de ontem, quatro concorrentes apresentaram propostas de assessoria, que será prestada até a escolha das 10 ou 12 cidades que receberão jogos do mundial, marcada para março de 2009. O serviço tem valor estimado superior a R$ 1 milhão, a ser pago pelo governo do Estado e prefeitura da Capital.
Para o governador em exercício, Orlando Pessuti, o encontro foi importante para unificar o discurso dos integrantes do cômite antes da visita de representantes da Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias de Base, que amanhã averiguam a estrutura da cidade. "Devemos ter todos os elementos prontos e acabados para chegar à conquista da Copa para o Paraná", afirma.
Pessuti ressalta que a reunião serviu ainda para "demonstrar com clareza o entendimento que o governo do Estado e o governo Municipal têm para a organização da Copa do Mundo. Não temos mais nenhuma divergência, do mesmo jeito que já não há divergência entre CBF e Federação Paranaense de Futebol", complementa, antes de demonstrar otimismo com a candidatura paranaense, para muitos atrasada em relação às demais: "Tenho a visão de que estamos à frente de todos porque quando foi decidido que a Copa seria no Brasil, a imprensa esportiva sempre considerou Curitiba e a Arena como as melhores estruturas".
Já para João Augusto Fleury da Rocha, presidente do Conselho Gestor do Atlético, a escolha da empresa que prestará consultoria "é uma etapa dentro de um processo que deveria ter iniciado há mais tempo e que começa a tomar forma. Temos 18 cidades pré-candidatas e dentro delas temos as que efetivamente têm condição e as que são postulantes mas não atendem os requisitos que são extremamente exigentes".
Entre os diferenciais que pesariam a favor de Curitiba, Fleury destaca o legado pós-Mundial: "Nossa expectativa é que as pessoas tenham uma bela praça, com metrô na porta, segurança pública e índice de satisfação e civilidade elevados. A FIFA dará preferência a quem mostrar desenvolvimento social em seu projeto", conclui.


