Paraná comemora permanência na elite do futebol brasileiro
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segunda-feira, 06 de dezembro de 2004
Rodrigo Sais<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O Paraná Clube conseguiu o que muitos julgavam impossível: a permanência na Primeira Divisão do futebol brasileiro em 2005. A vitória dramática por 2 a 1 em Cricíuma no último sábado assegurou matematicamente a participação do Tricolor da Vila entre os grandes por mais um ano. Apesar da alegria dos jogadores e da diretoria, a torcida ainda tem uma pergunta: o que fazer para evitar o mesmo sufoco no ano que vem?
A pergunta procede. O ano de 2004 foi um verdadeiro teste para o coração e a paciência dos torcedores do Paraná Clube. Após se safar da humilhação de ter que disputar o Torneio da Morte para evitar o rebaixamento no Paranaense, o Tricolor passou por muitas dificuldades também no Brasileiro, chegando a ficar na lanterna do torneio. Uma recuperação nas últimas rodadas, porém, evitou um desastre maior.
A diretoria anunciou após a vitória sobre o Criciúma que irá lutar para manter pelo menos 60% do elenco para os torneios de 2005. A dificuldade, como sempre, é financeira. Mas os diretores já têm alguns nomes que devem ser prioridades, a começar pelo próprio técnico Paulo Campos, principal responsável pela virada do time.
O nome do atacante Marcel também está bem cotado pela torcida. O atacante foi um dos destaques do Paraná na vitória contra o Tigre em Santa Catarina. Foi quem bateu o penâlti cavado por ele mesmo na primeira etapa. Mas o herói da permanência foi Edinho, que veio do banco de reservas e fez um belo gol aos 39 minutos do segundo tempo.
A semana agora será de comemorações na Vila Capanema, especialmente para os jogadores mais criticados durante o campeonato. Logo após a partida o zagueiro Fernando Lombardi já desabafava: ''Questionaram nossa capacidade, mas o resultado está aí. Chegaram a dizer que era melhor me trocar por um poste da Copel ou por um cone, mas está dada a resposta'', afirmou.


