Paraná Clube vence o Guarani na sorte
Ed Carlos Rocha
De Curitiba
Numa tarde em que contou bastante com a sorte, o Paraná Clube venceu ontem, de virada, o Guarani por 2 a 1, no Pinheirão, pelo Campeonato Brasileiro. Com o resultado, o tricolor foi a dez pontos, em seis jogos, e já figura entre os nove primeiros colocados.
A sorte que o Tricolor recebeu foi num pênalti duvidoso marcado pelo árbitro. Depois de uma cobrança de escanteio, o atacante Washington, na disputa de bola com a zaga do Guarani, tocou a mão na bola. O árbitro marcou pênalti. Washington disse no intervalo que ele tinha tocado na bola. Depois, no final do jogo, afirmou que foi empurrado. A sorte também esteve do lado do Paraná logo no começo do segundo tempo, quando, numa bobeira incrível, o zagueiro Edu Dracena foi atrasar a bola de cabeça para o goleiro Cleguer e fez o gol contra.
Apesar da ajuda, o Paraná esteve melhor em campo. Com muito toque de bola, criou várias chances para marcar e poderia até ter dado uma goleada. Já o Guarani, com uma proposta de jogo que privilegiou a marcação e a tentativa de contra-ataque, teve poucas oportunidades para chegar ao gol.
A primeira chance que o time de Campinas teve surgiu numa falha geral do sistema defensivo do Paraná. Aos sete minutos, o lateral Rubens Cardoso passou como quis pela marcação do lateral-direito Wilson e cruzou na área. Os zagueiros Milton do Ó e Adílson ficaram olhando e o atacante Marcinho só desviou do goleiro Régis para dentro do gol, fazendo 1 a 0.
O Paraná insistia muito pela lateral-direita, com Wilson, principalmente porque na esquerda o estreante Maciel se demonstrou tímido e pouco criou. No entanto, Wilson não conseguia dar sequência às jogadas ofensivas e acabou sendo substituído aos 26 minutos do primeiro tempo. Ilan entrou em seu lugar e o volante Reginaldo Vital passou a atuar como lateral.
Ilan deu mais movimentação ao time, mas a partir da sua entrada as jogadas se concentraram pelo meio, setor que estava bastante fechado pelos zagueiros e volantes do Guarani. Desta forma, o ataque do Paraná se resumia aos chutes de longa distância.
Aos 38, quando já estava melhor, o Paraná empatou. Na cobrança de escanteio o árbitro marcou pênalti. Reginaldo Vital cobrou alto, no canto esquerdo e fez 1 a 1.
No começo do segundo tempo, Edu Dracena cabeceou para trás, mas o goleiro vinha saindo e foi encoberto. O gol animou o Tricolor, que passou a ter várias chances seguidas para marcar. Ilan, aos 15, entrou driblando na área e chutou forte, mas o goleiro tocou para escanteio. Aos 17 minutos foi a vez de Dias perder a chance, chutando a bola em cima do goleiro.
A partir daí, o Paraná freou o ímpeto de atacar e o Guarani cresceu. Como consequência, teve uma boa chance aos 27 minutos. O lateral-direito Rafael tabelou com Marcinho e no momento em que iria arrematar foi bloqueado pela zaga do Tricolor, quase em cima da pequena área. Com o ímpeto do Guarani, o Paraná buscou o contra-ataque e perdeu mais gols. Aos 38, num cruzamento de Itamar, Washington chutou de primeira, quase em cima da pequena área, mas o goleiro Cleguer segurou bem.
NO PINHEIRÃO
Paraná Clube 2
Régis; Wilson (Ilan), Adílson, Milton do Ó e Maciel (Itamar); Hélcio, Reginaldo Vital, Jorginho e Carlos Alberto Dias (Pingo); Fernando Diniz e Washington. Técnico: Valdyr Espinosa
Guarani 1
Cleguer; Rafael, Marinho, Edu Dracena, Marcelo e Rubens Cardoso; Everaldo, Luis Fernando e Valdir (Ramos); Marcinho e Badico (Silvinho). Técnico: Carlos Alberto Silva
Árbitro: Márcio Resende de Freitas/MG
Estádio: Pinheirão, em Curitiba
Público: 15.168 pagantes
Gols: Marcinho, aos 7, e Reginaldo Vital, aos 38, do 1º tempo; e Edu Dracena, (contra), aos 15 segundos do 2º tempoTime curitibano fez 2 a 0 na equipe paulista com um gol de pênalti e outro contra, num lance esquisito de Edu Dracena
Albari RosaDISPUTAO atacante Washington recebe combate de um zagueiro do Guarani. No final, equipe paranaense saiu com a vitória, que o deixa na nona colocação





