Paraná Clube revoltado com árbitro carioca
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quinta-feira, 24 de abril de 2008
Luciano Balarotti<br> Equipe da Folha 
Curitiba - De férias forçadas até o dia 10 de maio, quando estréia na Série B do Brasileiro contra o Avaí, o Paraná ainda lamenta a péssima atuação do árbitro Wagner Tardelli na derrota de 5 a 1 para o Internacional. Determinantes para o resultado, os erros da arbitragem foram considerados pelo técnico Paulo Bonamigo, jogadores e diretoria como fatores principais para a eliminação paranista da Copa do Brasil. ''O Paraná foi assaltado pelo árbitro'', resume o zagueiro Daniel Marques, um dos mais revoltados do elenco.
As ''peripécias'' de Tardelli e seus assistentes começaram já aos dez minutos de jogo, quando Éverton sofreu pênalti claro e o árbitro deixou o jogo correr - neste momento do jogo, Fábio Luís e Andrezinho já haviam balançado as redes e o empate de 1 a 1 dava ao Tricolor a vantagem de perder por até dois gols. ''Todo o trabalho vai por água abaixo por causa de um juiz. Infelizmente, não adianta protestar, só lamentar. Ele usou dois pesos e duas medidas e deixou de dar o pênatli'', destaca o presidente paranista Aurival Correia. Já o treinador vai além e lembra que ''se fizéssemos o segundo gol naquele momento a história da partida seria outra''.
A principal reclamação tricolor é sobre a falta de critério do juiz, demonstrada em dois outros lances. Primeiro, ele expulsou Ângelo por um carrinho em bola dividida, aos 12 minutos de jogo, e depois sequer aplicou cartão amarelo em Magrão, que atingiu sem bola Daniel Marques. ''O juiz atrapalhou o grande espetáculo que os jogadores proporcionariam para os torcedores. Tudo isso nos deixa muito triste. Me senti dirigindo o Aymoré de São Leopoldo'', complementa Bonamigo, que reclamou também da expulsão do atacante Joelson e do zagueiro Sidnei após troca de empurrões, já que o maior prejudicado foi o time paranaense. ''Ficamos muito cedo com nove jogadores, daí fica muito difícil''.
O treinador agora começa a pensar na reformulação do elenco para buscar o retorno à elite do futebol nacional. ''Vamos dar sequência no trabalho visando a Série B do Campeonato Brasileiro'', afirma Bonamigo, que aguarda a chegada de ao menos mais quatro reforços prometidos pela diretoria. E deve dar início nos próximos dias a uma série de dispensas no elenco, que tem 11 atletas com contrato próximo do fim. O mais próximo de se encerrar é do goleiro Fabiano Heves, vinculado ao clube apenas até a próxima quarta-feira. Mas as conversações para a renovação até o final do ano já estão bem avançadas.
Incertas são as prorrogações dos contratos de Nem, Leonardo Dagostini, Ricardo Ehle, Daniel Cruz, Beto, Bruno Iotti e Paulo Massaro, que vencem em maio; e de Bruno Henrique, Jefferson e Diego Ratinho, com vínculo até junho. Este último, contratado minutos após o jogo contra o Trem-AP, pode ir embora sem sequer jogar pelo Paraná.


