Paraná Clube está sendo roubado, afirma diretor
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terça-feira, 07 de fevereiro de 2006
Claudio Yuge<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Era para ser mais uma ensolarada e divertida tarde de domingo em Apucarana, cheia de emoções pela rodada do Paranaense, com a partida entre Roma e Paraná Clube. No entanto, o que se viu foi uma arbitragem polêmica e fortes acusações.
O Paraná Clube reclama, essencialmente, de dois lances assinalados pelo árbitro Elton Mello Nobre: de um pênalti marcado para o Roma e de uma penalidade não anotada para o Tricolor. ''O Paraná está sendo roubado desde a primeira rodada, até agora o Paraná sofreu seis pênaltis e só teve um marcado a favor'', disse ontem, ainda bastante irritado, o superintendente do Tricolor, Ricardo Machado Lima.
Ele não poupou críticas pesadas aos árbitros paranaenses. ''Não estou achando, esse juiz (Élton Mello Nobre) agiu de má fé, chamou o Neguette (zagueiro do Paraná) para brigar... Esses árbitros ou são burros ou são incompetentes ou são ladrões. Pra eles só tenho esses três adjetivos'', esbravejou.
Além da discussão com Neguette, o supervisor lembra que o volante Beto viu falsificação de sua assinatura na súmula do jogo, com seu nome anotado com letra de fôrma, e o atacante Leonardo acusou o apitador de rir após o lance do pênalti não marcado.
Lima também voltou a lembrar o caso da ''máfia do apito'' que vinha controlando resultados no Paranaense, pelo menos até o ano passado. ''Não sei se é retaliação porque o Paraná está deixando o Pinheirão...'', sugeriu, já que o Paraná Clube logo deve voltar a mandar jogos na Vila Capanema.
O superintendente descartou encaminhar uma reclamação oficial à Federação Paranaense de Futebol ou à Associação Paranaense de Árbitros de Futebol do Paraná. ''Que encaminhar o quê?! Eu pedi para jogar às 16 horas, às 17 horas, e não consigo. Eles pegam o papel e jogam fora. Como vou reclamar o quê?'', questionou.
Outro lado O árbitro Elton Mello Nobre disse ontem não se arrepender de sua atuação na partida. ''Vi a fita do jogo e, no lance do pênalti que marquei, estava a três metros. Na tevê, voltando a imagem, dá pra ver que o zagueiro de trás do jogador puxa a camisa e depois se afasta. No pênalti que eles reclamam, o Barbieri (técnico do Paraná Clube) estava a 70 metros e eu a sete metros. O atacante deles (Leonardo) fez falta, depois ele se embolou com o zagueiro e a bola foi para a linha de fundo, então dei vantagem'', explicou.
O árbitro nega ter debochado do pênalti não marcado. ''Apenas disse para ele (Leonardo) não se jogar'', afirmou. Nobre também disse que não chamou ninguém para a briga. ''Disse só para o Neguette para ele se virar para eu ver o número dele para dar o cartão amarelo. Não falei nada mais com ele, não costumo falar com os jogadores.''
MNobre comentou que houve mal-entendido sobre a falsificação de assinatura de Beto. ''Ele viu a relação de atletas efetivos, que tem o nome de cada jogador em campo, com o nome dele em letra de fôrma. Existe um outro papel com a assinatura de todos os jogadores, inclusive com os cartões da partida.''


