Curitiba - Por unanimidade de votos, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) anulou a decisão do Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná (TJD-PR) que previa a perda de 22 pontos do Rio Branco em decorrência da inscrição de um jogador irregular no Campeonato Paranaense de 2011. Com isto, o clube garante a permanência na disputa da competição do ano que vem e, consequentemente, o Paraná Clube segue rebaixado para a Série Prata.
A decisão dos auditores ocorreu ontem, em sessão itinerante realizada em Curitiba.
O clube da Vila Capanema havia sido rebaixado pela disputa dentro de campo, mas como terceiro interessado no caso no qual o Rio Branco era acusado de escalar irregularmente o atacante Adriano, acabou se beneficiando da decisão da Justiça Desportiva estadual.
Adriano de Oliveira Santos disputou o Paranaense 2011 pelo Rio Branco com o registro de outro atleta, quase homônimo, Adriano Oliveira dos Santos. A confusão ocorreu na hora da transferência do jogador, que teria registro na Federação Paulista de Futebol. Esta, porém, não encontrou o registro e indicou um similar na Federação Capixaba de Futebol, que, na verdade, era o do segundo Adriano. Quando o clube parnanguara percebeu o engano, Adriano de Oliveira Santos já tinha disputado seis jogos, culminando na denúncia.
O relator do processo no STJD, Francisco Antunes Maciel Mussnich entendeu que houve um equívoco em todo o processo, e não uma fraude por parte do Rio Branco, ainda mais que justificasse a perda de 22 pontos. Ele relatou que houve um ''erro grosseiro, procedimental'', e assim isentou o Leão da Estradinha de culpa.
Repercussão
O presidente do Rio Branco, Nivaldo Domanski, comemorou o resultado. Para ele a decisão foi justa e importante não só para o time, mas para toda a cidade de Paranaguá. ''Estávamos apreensivos, mas graças a Deus tudo foi resolvido. Acredito que toda a cidade está em festa neste momento. Agora temos que correr contra o tempo para montar uma equipe competitiva'', destacou.
Também emocionado, o advogado do clube, Domingos Moro, reforçou o discurso de Nivaldo. ''Fizemos um bom trabalho e conseguimos anular a decisão do TJD-PR por unanimidade. Ficou claro que o erro não foi do Rio Branco'', completou.
Já Itamar Côrtes, advogado do Paraná, informou que a princípio o clube não vai recorrer da decisão do STJD na Justiça Comum. Ele também afirmou que o time respeita, mas não concorda com o resultado do julgamento. ''Temos vários exemplos de jogadores que atuaram irregularmente por clube que perderam vários pontos e neste caso a punição caberia. O TJD-PR já tinha confirmado a denúncia, então, por isso, não concordamos com a decisão, apesar de acatá-la'', disse.
A assessoria do Paraná Clube informou que os conselheiros do time vão se reunir com o presidente eleito Rubens Bohlen, para definir as estratégias do time para o próximo ano, e que, antes disso, prefeririam não se manifestar sobre o assunto.
Decisão
Além da confirmação do rebaixamento para a segunda divisão do Paranaense pela primeira vez na sua história, o Paraná Clube ainda corre risco de cair para a Série C do Campeonato Brasileiro. O clube está com 49 pontos e precisa pelo menos de um empate na partida do próximo sábado, no estádio Durival de Brito, em Curitiba, contra o Bragantino, sem precisar torcer por outros resultados para se manter na Série B no próximo ano.
Ontem, um grupo de torcedores foi até a Vila Capanema para pressionar os jogadores a vencerem o confronto com o Bragantino. Um revés no sábado seria uma verdadeira tragédia.

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