Paraná Clube conquista sétimo título estadual
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domingo, 09 de abril de 2006
Claudio Yuge<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A fila acabou. Os paranistas, depois de nove anos de jejum, finalmente podem gritar novamente é campeão!, ao término da Série Ouro do Campeonato Paranaense. O Paraná Clube, com seus apenas 17 anos, conquistou seu sétimo título estadual de maneira incontestável. Após assegurar a vantagem elástica de três gols no jogo de ida, em Maringá, a equipe precisou apenas do empate em 1 a 1, ontem, com a Adap, no Estádio Pinheirão, para levar a taça para a Vila Capanema este ano.
Apesar da grande festa da torcida paranista, que lotou o estádio nas cores vermelho, branco e azul, o primeiro tempo foi pouco empolgante, para ambas as equipes. O Tricolor parecia não sentir a vibração das arquibancadas e, além de apático, sofreu com a vontade do adversário, mais disposto na etapa inicial.
A Adap até conseguiu tocar bem a bola, no entanto, sempre tropeçou nas finalizações. O Paraná Clube chegou com uma ou outra triangulação, que quase resultou em gol de Sandro, aos 36 minutos. Porém, o placar insistiu no 0 a 0 até o final do primeiro tempo.
No retorno, o time da casa respondeu aos gritos da torcida com mais intensidade. Procurou as jogadas, mostrou mais disposição e conseguiu o resultado favorável através de uma bola parada, em bela cobrança do meia Marcelinho.
O Paraná Clube iniciou o segundo tempo atacando bastante e quase saiu na frente com Marcelinho, aos 4 minutos, depois de uma bola dividida. A resposta veio na seqüência, com bola levantada por Ângelo e cabeceada por Dezinho, aos 8 minutos. Flávio defendeu.
Quando a partida era lá e cá e o Tricolor ligeiramente superior, os visitante abriram o marcado. Warlley recebeu bola alçada no ataque, controlou a pelota com a cabeça e arrematou no solo, no canto esquerdo de Flávio, aos 12 minutos. Com o gol, a pequena torcida da Adap presente no Pinheirão chegou sonhar com o título.
Mas o sonho não demorou a acabar. O meia Sandro aproveitou cochilo da defesa do time de Campo Mourão, avançou em velocidade pela direita e, quando driblou o marcador, o juiz acusou mão na bola do defensor. Marcelinho, crente de que faria o gol, transformou sua fé em realidade, quando empatou para os tricolores, no canto esquerdo de Fábio, aos 19 minutos.
Daí em diante, a Adap jogou mais para ao menos vencer do que conquistar o título. Pois, como todo mundo previa, o título ficaria mesmo na Vila Capanema. Um torcedor, na saída do estádio, olhou para o pôr-do-sol e comentou: Olha lá, o céu também é tricolor!. E ontem, realmente foi.
EM CURITIBA
Paraná Clube 1
Flávio; Gustavo (Serginho), Emerson e João Paulo; Goiano, Mussamba, Beto, Marcelinho (Elton), Sandro e Edinho; Leonardo (Vandinho). Técnico: Luiz Carlos Barbieri
Adap 1
Fábio; Ângelo, Alex Noronha, Dezinho e Mineiro (Souza); Leandro, Mineiro, Warlley (Gildásio), Felipe Alves e Batista; Marcelo Peabiru (Lino) e Ivan. Técnico: Gilberto Pereira
Árbitro: Cleivaldo Bernardo
Estádio: Pinheirão
Renda: R$ 362.080,00
Público: 23.118 pagantes (25.306 total)
Gols: Warlley aos 12 e Marcelinho aos 22 minutos do 2º tempo


