Paraná Clube adota o Couto Pereira
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quarta-feira, 03 de setembro de 2003
Luiz Claudio Oliveira<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) autorizou e o Paraná Clube irá mandar o clássico com o Coritiba no Estádio Couto Pereira. Não será apenas essa partida, mas as próximas cinco que serão disputadas na casa do Coritiba. Isso porque o Pinheirão só será liberado depois do jogo da seleção brasileira com o Uruguai, dia 19 de novembro. No clássico, o estádio será dividido meio a meio para as duas torcidas e serão colocados à venda um total de 40 mil ingressos.
Para o jogo, que acontece no dia 14, o técnico Edu Marangon começa hoje a montar o time. Como ele afirmou que ninguém tem posição garantida, agora recomeça a luta pela titularidade. A boa nova para o técnico é a liberação do meia Marquinhos, um dos artilheiros do time, só perdendo para Renaldo.
A diretoria do Paraná Clube promete rebater na Justiça a tentativa de desligamento do atacante Waldir. O jogador disse que não estava sendo valorizado pelos diretores e quer conseguir a liberação na Justiça. Os diretores afirmam que o jogador terá que cumprir o contrato até o final, em fevereiro de 2005.
No Coritiba, o técnico Paulo Bonamigo começa amanhã a definir quem será o substituto do meia Tcheco, que está indo para a Arábia Saudita. Não há hoje no time um jogador que defenda, ataque e coordene o meio-de-campo, além de cobrar faltas, pênaltis e até escanteios como fazia Tcheco.
Bonamigo poderá optar por alguém que seja mais marcador, no caso Willians ou Pepo, ou alguém que se dedique mais à criação e ao ataque, como Lima, Souza e Jackson. Além de Tcheco, Bonamigo também não poderá contar com o zagueiro Reginaldo Nascimento e o atacante Edu Sales, suspensos pelo terceiro cartão amarelo. O próximo jogo do Coxa será o clássico com o Paraná Clube, dia 14, no Couto Pereira.
No Atlético, o técnico Mário Sérgio também só amanhã começará a movimentar o time tecnicamente. Ontem, na reapresentação, e hoje, os atletas ficam a cargo da preparação física para uma série de avaliações. Com praticamente todos os jogadores liberados, o treinador poderá montar o time que pretende ser a base para a sequência do campeonato.
''Nós estamos vendo com bons olhos a paralisação. No futebol brasileiro é difícil ter dois dias, imagine então dez dias para trabalhar. O período será dividido de forma harmoniosa para ser produtivo'', explicou o preparador físico Flávio Oliveira.


