Paraná Clube adota discurso antiqueda
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segunda-feira, 11 de abril de 2011
Fábio Galão <br> Equipe da Folha 
Curitiba - ''A coisa se complicou, mas ainda há vida.'' ''Essa semana livre, sem jogos, é de suma importância, para trabalhar a parte física e psicológica.'' ''O momento não é de falar, é de fazer.''
Não é necessário entender o contexto para saber que essas frases são declarações de um representante de um time em crise. Todas elas foram ditas ontem pelo técnico do Paraná Clube, Ricardo Pinto, em entrevista na Vila Capanema. Sem jogo pela Copa do Brasil, torneio do qual já foi eliminado, o Tricolor terá a semana inteira para se preparar para o próximo compromisso no Campeonato Paranaense, no domingo, contra o Iraty, em casa.
O jogo contra o Azulão é a primeira de três decisões que o Paraná vai fazer para tentar se livrar do rebaixamento para a Divisão de Acesso do Estadual. O Cascavel, com sete pontos na soma dos dois turnos, já caiu. Rio Branco, Paranavaí e Paraná brigam para não se juntar à Serpente na Segundona. Os dois primeiros têm 21 pontos, e o Paraná, 16.
Dessa forma, o Tricolor precisa vencer seus três jogos restantes no segundo turno (além de Iraty, enfrenta Arapongas na Vila e o Cascavel no Oeste) e torcer contra o Leão da Estradinha e o Vermelhinho. Parece muito, para um time que não ganha há seis jogos: o último triunfo paranista foi no dia 20 de março, contra o Roma, na Vila Capanema.
''A maior preocupação é fazermos nosso papel e vencermos esses três jogos. Temos que preparar o corpo e a mente, independente de com quantos a gente vai poder contar ou não. Os jogadores podem mudar a história. Já estão fazendo isso, porque deram a cara para bater, não refugaram em nenhum momento'', disse Pinto.
O treinador atribuiu o momento trágico do Paraná à péssima campanha que o time fez antes da sua chegada. ''A herança do primeiro turno é maldita. Em 10 jogos, o time ganhou só dois pontos. Não precisávamos de muitos, mas uns cinco naquela fase já teriam ajudado'', afirmou Pinto, que se disse otimista para essa semana de treinamentos. ''Estamos recebendo o retorno de jogadores que estavam machucados ou suspensos, e isso dá tranquilidade'', argumentou.
Na mesma linha do treinador, o lateral Paulo Henrique disse que o Paraná precisa fazer sua parte antes de ''secar'' os adversários na briga contra o rebaixamento. ''O Paraná é um time grande e não pode passar por uma situação como essa'', afirmou o jogador.
Ao contrário do rival, a dupla Atletiba começa a semana pensando na Copa do Brasil. O Atlético enfrenta amanhã o Bahia, em Salvador, e o Coxa encara o Caxias no Couto Pereira na quinta-feira. Os dois jogos são de ida pelas oitavas de final do torneio.


