Em seu terceiro jogo no comando do Paraná Clube, o técnico Geninho tem hoje, contra o Joinville, às 20h30, em Joinville, a sua primeira prova de fogo. Ele tem o desafio de ajudar o tricolor a conseguir a primeira vitória fora de Curitiba. Apesar de estar na vice-liderança do seu grupo, com 16 pontos em oito jogos, o Paraná carrega o estigma de ‘‘time de pijama’’. É que conseguiu em Curitiba 15 dos seus 16 pontos. Fora de seus domínios, buscou apenas um ponto em três jogos. Essa sina tem que mudar a partir de hoje.
Nos estádios dos adversários, o Paraná empatou com o União São João, em Araras, e perdeu para o Vila Nova-MG, en Nova Lima, e para o Criciúma-SC, na cidade do mesmo nome. Em Curitiba, venceu o Marcílio Dias-SC, o Americano-RJ, o Londrina, o Botafogo-SP e o Brasil de Pelotas.
Para acabar com o tabu dos jogos fora, o técnico Geninho quer que a equipe use a própria situação incômoda do Joinville em termos de classificação. Para o tricolor, o fato do adversário estar na 15ª posição e ameaçado de de não se classificar para a próxima fase poderá abrir espaço para a vitória paranista.
Para chegar à primeira vitória fora dos seus domínios, no entanto, os jogadores vão ter que abusar da tranquilidade. É o que quer o técnico Geninho. Segundo ele, que acompanhou a derrota do Paraná contra o Criciúma antes de ser oficialmente anunciado como técnico, o time deve lembrar-se sempre que não precisa se desesperar na busca dos três pontos. ‘‘É importante ganhar fora, mas não há nenhuma necessidade de desespero por isso’’.
A ordem do técnico é para que o time só vá ao ataque ‘‘na boa’’. ‘‘Vi naquela derrota para o Criciúma que os jogadores estavam ansiosos por ganhar. Com isso, erraram muitos passes, além de terem dado espaço para o adversário. O Jonville precisa ganhar muito mais do que nós e temos que trabalhar a bola para aproveitar os espaços que surgirem’’.
Os jogadores parecem ter entendido o recado do técnico. O atacante Flávio afirmou que o Paraná vem jogando bem fora de Curitiba, mas está pecando mesmo pela ansiedade. ‘‘Estamos tendo as oportunidades, mas a vontade de marcar o gol é tão grande que acaba prejudicando. Tranquilidade é a palavra-chave para conseguirmos vencer’’.

mockup