Curitiba - De olho na classificação para as oitavas-de-final da Libertadores, o Paraná enfrenta às 19 horas dois adversários bolivianos. O primeiro é o time do Real Potosí, animado com a goleada de 6 a 2 sobre o tradicional Bolívar, no campeonato local. O segundo, a altitude de 3.960 metros, que torna até uma simples caminhada em um pesado exercício físico.
Diante do desafio do ar rarefeito, que foi enfrentado em escala menor pelo Tricolor no confronto com o Cobreloa, a 'apenas' 2.260 metros de altitude, Zetti volta a optar por uma formação mais cautelosa, pensando primeiro em não tomar gol, para depois surpreender nos contra-ataques. Por isso a equipe volta a utilizar três zagueiros e terá ainda a proteção do volante Goiano deslocado para a ala-direita, no lugar do contundido André Luiz. Ferrolho que se fecha com Xaves e Beto à frente da zaga.
Com esta formação tática, Egídio ganhará ainda maior liberdade no apoio e Dinélson, que retorna ao time depois de três semanas se recuperando de contusão, tem a responsabilidade de armar as jogadas ofensivas. ''Quero entrar em campo e fazer o meu melhor. Por isso foi importante não forçar o meu retorno para que eu me recuperasse melhor'', explica o meia, principal jogador do time na temporada.
No ataque, que não terá Josiel, que segue em tratamento, Henrique terá a função de concluir a gol, abandonando um pouco sua característica de cair pelas pontas e cruzar para quem vem de trás. Para completar o trio ofensivo, Zetti deve escalar o meia Gérson, com Dinélson mais adiantado, ou optar por Vinícius Pacheco.
Se vencer, o Tricolor garante a segunda vaga do grupo e passa a pensar em nova vitória contra o Únion Maracaibo para ter pela frente um adversário teoricamente mais fácil na próxima fase. Mas um empate em terras bolivianas não é ruim, por manter vantagem de três pontos na tabela. Neste caso, o Paraná só seria eliminado se perdesse em casa para os venezuelanos na última rodada, e se Real Potosí vencesse o Flamengo, no Rio de Janeiro, descontando ainda a diferença de quatro gols de saldo.
Ainda sem ganhar na competição, o time da casa tem na altitude sua maior esperança na disputa pela classificação. Arma natural que não foi suficiente para que a equipe obtivesse mais do que dois empates em 2 a 2 diante de Flamengo e Unión Maracaibo. Resultados que contribuíram para a queda do técnico Félix Bordeja, substituído por Maurício Soria, que deu maior consistência a equipe. A grande novidade em relação ao time que perdeu por 2 a 0 para o Paraná no primeiro turno é Fernando Brandan, que ganhou lugar entre os titulares depois de marcar três vezes na expressiva vitória do último fim de semana.


EM POTOSÍ

Real Potosí

Burtovoy; Gatty Ribeiro, Equino (Rodríguez), Santos Amador e Percy Colque (García); Suárez, Paz, Calustro e PeÀa; Brandan e Edu Monteiro. Técnico: Maurício Soria

Paraná Clube

Flávio; Daniel Marques, Toninho e João Paulo; Goiano, Xaves, Beto, Gérson (Vinícius Pacheco), Dinélson e Egídio; Henrique. Técnico: Zetti

Árbitro: Ricardo Grance (PAR)
Estádio: Mario Mercado Vaca Guzmán
Horário: 19 horas

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