Paraná bate Atlético e segue na disputa
PUBLICAÇÃO
domingo, 28 de março de 1999
Fernando Tupan 
Mauro FrassonO zagueiro central Gustavo desarma mais um ataque da equipe do Paraná. No segundo tempo ele anulou os atacantes adversáriosO Paraná venceu o Atlético por 1 a 0, ontem, no Couto Pereira, e tem tudo para enfrentar o Grêmio-RS nas finais da Copa Sul Brasileira. No próximo domingo, a equipe dirigida por Márcio Araújo pega o Coritiba e decide a vaga. Se vencer, se classifica, outro resultado dá a vaga ao rubro negro. Por irônia do destino, o Atlético precisa de uma ajuda do seu maior rival, o Coritiba, para despachar o tricolor do Boqueirão. No outro jogo da Copa Sul, o Internacional venceu o Grêmio por 2 a 0, mas não conseguiu a vaga. O colorado precisava vencer por uma diferença de três gols.
O Atlético começou errando passes e lento no meio, estudando o adversário. A primeira chance de gol surgiu aos 5 minutos. Luizinho levanta a bola na intermediária para Lucas, que ajeita para Adriano. O meia atleticano coloca a bola no meio das canetas do lateral Wilson, fica na cara de Régis e chuta na mão do goleiro.
Precisando vencer o Paraná acorda. Aos 15m, Valdeir recebe um passe de Lúcio Flávio na intermediária e chuta sem direção. O rubro-negro dá o troco aos 18. Sandoval lança Kelly na meia-esquerda, o camisa 11 entra sozinho na área e chuta fácil para nova defesa de Régis. Aos 19, Lucas é derrubado por Ney Santos: pênalti. O atacante vai na marca do cal, ajeita a bola, e chuta com displicência na mão do goleiro.
O tricolor revida aos 20m. Marlon entra por trás dos zagueiros, chuta rasteiro, Flávio pula, defende com as costas e segura firme. Aos 26, o Atlético dá o troco com Lucas, mas o atacante chuta fraco nas mãos de Regis. O time paranista descobre o corredor na lateral-esquerda atleticana e Wilson arma as principais jogadas, sempre nas costas de Bruder. O gol de Marlon, acontece aos 29. O atacante pega um rebote e não perdoa: Paraná 1 a 0.
Com vantagem no marcador, o Paraná passou a controlar o jogo. Os atleticanos passaram a errar passes infantis. O técnico rubro-negro, Antônio Clemente, nervoso, manda Cleberson para o aquecimento. Adriano e Sandoval, bem marcados, produzem pouco e Lucas, isolado no ataque, tenta jogadas individuais. Mas a última chance do primeiro tempo veio do time de Márcio Araújo. Lúcio Flávio ganha uma bola no meio e chuta da intermediária sem direção.
O segundo tempo começa com o Atlético encurralando o Paraná. Em quatro minutos o rubro-negro perde três chances, duas com Kelly e uma com Adriano. O troco do tricolor vem aos 8, Lúcio Flávio recebe nas costas de Gustavo e chuta rasteiro, no lado direito de Flávio.
A decisão dos atleticanos de atacarem em massa levou o Paraná a se encolher na defesa. O rubro-negro descobriu as jogadas pela lateral, onde o garoto Cleberson mostrava personalidade de um veterano. Os gols foram sendo desperdiçados com Adriano, aos 11, 19 e 21m. Os paranistas tentavam os contra-ataques, mas Reginaldo e Gustavo estavam anulando os avanços de Lúcio Flávio, Marlon e Valdeir.
Aos 41, o volante Emerson coloca a mão na bola dentro da área. Nova penalidade para o Atlético. Adriano se encarrega da cobrança. O resultado é fatal: o goleiro paranista segura o segundo pênalti do jogo, enquanto a torcida revoltada ensaiava vaias para o time.
Com o resultado, o Atlético manteve a liderança do Grupo E, com sete pontos. O Paraná, que soma cinco, precisa vencer o Coritiba, no próximo domingo, para garantir uma vaga na final.
FICHA TÉCNICA


