Deu a lógica. O Paraná Basquete Clube venceu fácil o Universidad Tecnológico Equinoccial (UTE), do Equador, confirmando os prognósticos, e conquistou o 13º Campeonato Sul-Americano de Clubes Campeões de Basquete Feminino. O jogo, que terminou 101 a 62, foi disputado ontem de manhã, no ginásio do Tarumã, em Curitiba. Na outra partida das finais, o Clube Bata, do Chile, venceu o Real Santa Cruz, da Bolívia, por 58 a 55, e ficou com o terceiro lugar.
A final foi equilibrada apenas nos dez primeiros minutos. Ambos os times se sucediam à frente no placar. Depois que o técnico Antonio Carlos Vendramini corrigiu o posicionamento da defesa, o Paraná deslanchou. O time brasileiro terminou o primeiro tempo vencendo por 49 a 26. Os times já haviam se enfrentado na primeira rodada do campeonato. Aquela partida também foi vencida facilmente pelo Paraná (92 x 40).
A supremacia da equipe paranaense, que é a atual campeã brasileira, quando ainda defendia o Fluminense, do Rio de Janeiro, se deve ao baixo índice técnico da competição. Apesar disso, a diretora do Paraná e rainha do basquete nacional, Hortência Oliva, considerou os jogos importantes para a preparação do time para a disputa do Campeonato Brasileiro, que começa em fevereiro.
Para acertar o time para o Brasileiro, ela disse que serão realizados jogos amistosos com equipes paulistas, que possuem maior qualidade técnica. Na análise de Hortência, o Paraná não jogou tudo o que sabe no Sul-Americano, porque enfrentou problemas, como a ausência de Cinthia, que sofreu um acidente de trânsito, e a falta de condicionamento físico de Marta.
Apesar de não estar 100%, Marta foi eleita a melhor jogadora do Sul-Americano. Outros destaques foram Pâmela, do Bata do Chile, a cestinha com 127 pontos; Silvinha, do Paraná, a melhor assistente, com 18 assistências por jogo; e a jogadora Paula, do UTE, que teve o melhor arremesso de três pontos, marcou 71.
A decepção do Sul-Americano ficou por conta da equipe Obras Sanitárias, da Argentina, que ficou em 5º lugar. A justificativa da comissão técnica para o fraco desempenho foi a de que as principais jogadoras do time não puderam vir ao Brasil, pois disputavam outros campeonatos.

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