Paraná Basquete dá últimato ao governo
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quinta-feira, 01 de março de 2001
Julio Cesar Lima De Curitiba 
O governo do Paraná tem até o final do expediente bancário de hoje, para manter a equipe profissional do Paraná Basquete no Campeonato Brasileiro e evitar que o projeto Paraná Basquete, que atende 4.300 crianças, desapareça do Estado. O ultimato foi dado ontem, no início da noite, pelas atletas que há três meses não recebem salários. Elas se negam a viajar para Guarulhos (SP), onde o time enfrenta amanhã a AA Guaru, sem o repasse da parcela do programa referente a dezembro, no valor de R$ 150 mil, e pagamentos dos salários atrasados.
Mesmo com a promessa do governo estadual de liberar os R$ 150 mil na terça-feira, ninguém acredita no discurso oficial. Não há mais credibilidade no governo e o momento está crítico, disse o coordenador dos núcleos de excelência, Hélio Vendramini. Ontem à tarde as jogadoras não treinaram.
Caso o time não embarque para o jogo contra o Guaru, o Paraná Basquete será eliminado do Campeonato Brasileiro devido à derrota por WO, além de ser suspenso por dois anos das competições oficiais e pagar uma multa de R$ 10 mil. No caso das atletas, elas poderão jogar em outras equipes, mas não nesse torneio.
A decisão delas teve o apoio irrestrito da ex-jogadora Hortência, coordenadora do projeto. O chefe da Casa Civil, Alceni Guerra, afirmou que o assunto entrará hoje nas prioridades do governo estadual.
Mesmo com a proposta de solução a curto prazo, o governo está sob a desconfiança geral. Eles podem tentar resolver o problema de repasses em dezembro, mas e depois, como será a liberação de recursos para os outros meses, declarou Hortência. Na opinião de Vendramini, ainda que a decisão tomada pelas atletas possa prejudicar a equipe, não há muito o que fazer.
Na reapresentação da equipe, quarta-feira, Lucimara e Leão, moradoras de Sorocaba e Piracicaba respectivamente, ficaram em suas cidades, por não terem dinheiro para a passagem.
Na semana passada a ala/armadora Silvinha quebrou o dedo. Seu plano de saúde estava atrasado e somente foi atendida porque a reconheceram.
Para amenizar o problema o governo estadual está em busca de parceria na iniciativa privada. Há uma empresa interessada, mas não podemos falar o nome pois dependemos de uma resposta, disse Guerra. Apesar disso, a estatal Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) também está na mira do patrocínio. A informação foi confirmada pelo governo estadual, apesar da negativa da diretoria da empresa.


