Mostrando poder de recuperação, o Paraná não se intimidou diante do favoritismo do Ceará, jogou de igual para igual e garantiu um ponto que o livrou, ao menos temporariamente, da zona do rebaixamento. Com três volantes e pressionando a saída de bola do rival, o Tricolor dominou as ações no início da partida. E quase abriu o placar aos seis minutos, quando Éder passou pelo marcador e soltou bomba que parou nas mãos de Adilson. Pouco antes, o goleiro havia cortado cruzamento perigoso de Ricardinho. A primeira oportunidade real dos donos da casa veio aos 13, em cruzamento de Lúcio que Mauro tirou da cabeça de Charles Chad. A resposta paranista veio em seguida no chute de Cristian rente ao travessão.
Mas o primeiro gol veio mesmo em um dos raros ataques cearenses, aos 21 minutos. Deleu avançou pela direita e cruzou para a área. Lúcio entrou no meio dos zagueiros e mesmo pressionado por Vágner conseguiu concluir a gol. A bola desviou no volante e o árbitro assinalou gol contra. Três minutos depois, em lance parecido, Ricardinho ficou cara-a-cara com Adilson, mas o goleiro evitou o empate. Algo que fez novamente aos 28 e aos 29, nas boas conclusões de Éder e Fabrício.
A pressão deu resultado aos 31 minutos, depois que Cristian bateu escanteio bem fechado, e Pituca dividiu com Adilson para empurrar a bola para a rede. O Ceará quase recuperou a vantagem dois minutos depois, mas Mauro fez ótima defesa na cabeçada de Cleisson, no pé da trave esquerda do goleiro. Aos 37, Fabinho bateu fraco na última chance do Tricolor na 1ª etapa.
Depois do intervalo o jogo recomeçou em banho-maria e só teve alguma emoção quando André bateu cabeça com Pituca e deixou o estádio de ambulância. Chance de gol mesmo só aos 12 minutos, em chute cruzado de Cristian. Ciel deu o troco aos 20, mas errou o alvo. Murilo desperdiçou bom lance aos 24, batendo fraco, e aos 28 a arbitragem ajudou o Paraná ao deixar de marcar pênalti claro em Cleisson. E a melhor oportunidade de desempatar foi do Ceará, mas Mauro fez ótima defesa em bomba quase a queima-roupa de Vavá, aos 31 minutos. Nesta altura do jogo já era claro o cansaço dos dois times, mas os donos da casa tentaram uma pressão final, que quase deu certo aos 41, em cabeçada perigosa de Ciel, que não mexeu no justo resultado final.

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