Curitiba - Vindo de quatro vitórias seguidas na Vila Capanema, a última delas nos acréscimos, e de virada, sobre o América-RN, o Paraná ganha mais tranquilidade para a sequência do campeonato. E projeta conquistar mais três pontos já na sexta-feira, quando recebe o Criciúma, para afastar de vez o fantasma do rebaixamento e ganhar posições na tabela (hoje é o 15º, com 30 pontos).
Contra rival direto na briga para escapar da Série C - o Tigre ocupa a 14 colocação, com os mesmos 30 pontos, mas tem vantagem no saldo de gols -, a missão paranista é a mesma cumprida nos últimos jogos como mandante. Mesmo sem muito apoio da torcida (pouco mais de 3 mil pessoas compareceram nos triunfos sobre Bahia e América), o mando de campo tem sido arma bem utilizada desde a chegada de Paulo Comelli, que só perdeu uma vez na Vila Capanema, para o Santo André, por 1 a 0.
''Se não vai na tática, tem que ir na disposição, na vontade, na vibração. Não é a primeira vez que peguei um time na zona do rebaixamento e temos que vencer sempre. Na sexta-feira já temos outra batalha'', resume o treinador, que não terá os suspensos Leandro e Leonardo contra a equipe catarinense.
E como ainda não conseguiu somar pontos com certa regularidade fora de casa, é no aproveitamento caseiro que o Paraná aposta suas fichas para se livrar de um novo vexame um ano depois de cair para a Série B. Até porque três de seus cinco rivais estão diretamente envolvidos na luta contra a queda para a Série C - além do Criciúma, o Brasiliense, atualmente na 19 posição, e o lanterna CRB jogarão na Vila Capanema. Os outros dois visitantes, Ponte Preta e São Caetano, ocupam posições intermediárias.
Se vencer estes jogos, o Tricolor atinge os 45 pontos que devem ser suficientes para seguir na mesma divisão. Já a tarefa de conquistar pontos como visitante será mais difícil já que cinco dos seis rivais (Corinthians, Vila Nova, Santo André, Barueri e Juventude) estão entre os oito melhores times do campeonato, enquanto apenas o Gama frequenta a zona do rebaixamento.

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