Paraná agora tem o seu bando de loucos
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sexta-feira, 06 de fevereiro de 2009
Luciano Balarotti<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Se aqui tem um bando de loucos, como se declara a torcida corintiana, este grupo agora tem um novo clube para torcer. Ao menos é o que esperam Andrés Sanchez, presidente do Corinthians, e Joel Malucelli, presidente de honra do J. Malucelli, clube que ontem foi oficialmente rebatizado como Corinthians Paranaense. De olho na imensa torcida do Timão espalhada pelo Paraná, especialmente na Região Norte, os dirigentes dos dois clubes assinaram ontem o acordo que os tornará parceiros pelo período de um ano, com opção de renovação por mais três.
Pelo acordo, o Jotinha torna-se o Timãozinho ou quem sabe o Corinthinha nos próximos campeonatos, estreando o novo nome no confronto contra o Guarani, pela primeira fase da Copa do Brasil. No Estadual, a expectativa do clube, que depende de autorização da Federação Paranaense de Futebol, é a de adotar a alcunha de Corinthians Paranaense na segunda fase da competição, caso fique entre os oito melhores.
A criação da franquia, que segundo os presidentes não envolve transação em dinheiro, tem dois objetivos básicos. O principal, e certamente o mais difícil, é o de popularizar um clube que praticamente não tem torcida mas dispõe de uma boa estrutura para a prática do futebol, inclusive com o Ecoestádio Janguito Malucelli.
Nesta busca de torcedores a marca Corinthians será fundamental, apesar da notável resistência inicial dos corintianos residentes no Paraná. A confiança que o Corinthians está depositando no J. Malucelli e no Corinthians Paranaense nos traz a certeza de que teremos que encarar este desafio com muita responsabilidade. Sei que é um projeto polêmico, mas tenho certeza absoluta que poderemos nos tornar uma grande força do futebol do Paraná e que estamos fazendo um bem para a torcida paranaense, ressalta Malucelli, que buscou a parceira motivada por pesquisa recente que indicou a torcida corintiana como a maior do Paraná, apesar de não ter tanta força assim em Curitiba e região, que é onde o clube está
sediado.
O outro compromisso da parceria é o intercâmbio de atletas, feito em duas vias. Da filial para a matriz irão as revelações das categorias de base e, no sentido inverso, virão os atletas pouco utilizados na equipe principal do Timão. Espero que seja a primeira de muitas parcerias que iremos fazer Brasil e mundo afora. Muitas pessoas usam a marca Corinthians sem licença e o J. Malucelli fez tudo de forma séria. O fundamental, além da marca e do marketing, é priorizar as categorias de base. Já fazemos isso no Corinthians e o J. Malucelli, que já tem um time júnior, terá também o juvenil e o infantil, destaca Sanchez.
O novo clube adotará, além do nome e do uniforme, também o escudo da matriz, com duas pequenas diferenças, o nome e a data de fundação. A possibilidade de utilizar a bandeira paranaense ao invés da paulista no distintivo foi descartada. O natural seria a bandeira do Paraná, mas o problema é que os corintianos têm alergia à cor verde, explica Luiz Paulo Rosenberg, diretor de marketing do Timão, lembrando da tradicional rivalidade com o Palmeiras.


