Paraíso dos milionários alemães espera impaciente pelo Brasil
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 13 de abril de 2006
France Presse 
Berlim - Há algumas semanas, a bandeira do Brasil tremula em cada canto de Köonigstein, uma pequena cidade do centro da Alemanha que se prepara para receber, em junho, os atuais campeões do mundo do futebol e grandes favoritos da Copa de 2006. A seleção brasileira terá sua base operacional nessa estação termal, situada nas montanhas de Taunus, a 20 quilÔmetros de Frankfurt, na primeira fase da Copa, até se mudar para os arredores de Colônia, no oeste.
De 5 a 16 de junho, Köonigstein, muito apreciada pelos excursionistas e as grandes fortunas de Frankfurt (tem mais de 100 moradores milionários), viverá no ritmo do Brasil. Para seus 18 mil habitantes, ''é o acontecimento mais importante desde a visita do kaiser Guilherme II, no início do século passado'', garante Karl-Gustav Schramm, que pertence ao Comitê Municipal encarregado de organizar a permanência dos brasileiros.
Na época, o último imperador alemão visitou o sanatório da cidade. Quase um século depois, são esses mesmos prédios que vão abrigar as cerca de 50 pessoas que farão parte da delegação brasileira, já que o sanatório é hoje um luxuoso hotel cinco estrelas.
Tudo está previsto. Os funcionários do hotel não apenas estão aprendendo português como também a conhecer ''a mentalidade e as boas maneiras brasileiras'', de acordo com o diretor do estabelecimento, Cyrus Heydarian. ''Os brasileiros são conhecidos por serem mais descontraídos'', afirma.
Os preparativos na cidade também estão muito adiantados. A prefeitura renovou o gramado do estádio no qual treinarão as estrelas do Brasil, como Ronaldinho, Ronaldo, Adriano e Kaká.
Os fãs ficarão decepcionados. Haverá apenas um treino aberto ao público, que será em Mainz, não muito longe de Frankfurt, onde o estádio é maior e tem grades, diferentemente do de Köonigstein, explica Thorsten Becker, encarregado da segurança municipal. A determinação é não permitir que a seleção brasileira se distraia. ''Eles vêm para ganhar'', lembra Becker, referindo-se aos pentacampeões.
O custo total chegará a meio milhão de euros, motivo pelo qual a cidade ainda procura patrocinadores. Nem a prefeitura, nem o hotel pagaram para que o Brasil fosse para Köonigstein, juram seus representantes.


