Paraguai reclama de clima de guerra
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terça-feira, 14 de agosto de 2001
Agência Estado<BR>De Porto Alegre 
O técnico da seleção paraguaia, Sérgio Markarián, reclamou ontem do clima de guerra que parte da imprensa brasileira estaria tentando criar para o jogo de hoje contra o Brasil, em Porto Alegre, pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2002.
''Toda tentativa de fazer do futebol mais do que um enfrentamento desportivo, eu não estou de acordo'', afirmou o uruguaio que treina o Paraguai. ''Existem coisas muito mais importantes para se preocupar na América Latina, como a fome das crianças, a falta de justiça e a corrupção que atingem nossos países'', complementou, transformando a entrevista convocada para o anúncio da escalação em uma conferência política.
O clima de tranquilidade dos paraguaios, contrastando com a tensão brasileira, reflete a posição confortável que a seleção adversária desfruta na tabela de classificação das eliminatórias da Copa, com 26 pontos, atrás apenas da Argentina. ''Se ganharmos do Brasil estaremos classificados por antecipação e se perdermos não estaremos desclassificados'', afirmou Markarián. Ele confirmou a escalação da equipe que entra em campo hoje, formando uma linha de quatro jogadores na defesa, mas deixou uma dúvida sobre o meio-de-campo, entre Quintana e Struway. O meia Paredes chegou apenas segunda-feira à noite a Porto Alegre, mas deve ser confirmado como titular.


